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Fidi retorna para a sociedade R$ 7,16 para cada real investido

Por Medicina S/A

A Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (Fidi) – gestora de serviços de diagnóstico por imagem da rede pública – retornou R$7,16 para cada um real investido em 2019. O levantamento realizado pela DOM Strategy Partners, consultoria 100% nacional com foco em estratégia corporativa e gestão de valor, apontou retorno superior a R$730 milhões em serviços de saúde para a sociedade, com base no investimento de R$102,2 milhões feito em 2019.

A análise tem o objetivo de demonstrar o retorno que a Fidi gera para a sociedade frente à aplicação de verba realizada. O relatório considera a avaliação de 20 temas estratégicos para a Fundação, tais como aspectos quantitativos e qualitativos (tangíveis e intangíveis) que protegem e geram valor (riscos e oportunidades) para os resultados e reputação da Fundação. Esses ativos são entregues aos públicos com os quais a Fidi se relaciona, como pacientes, médicos, colaboradores, fornecedores, clientes, pesquisadores e, também, à sociedade, por meio de sua prestação de serviços e atividades fim.

Para Marcelo Cunha, CEO da Fidi, o retorno do investimento é fruto de uma soma de ativos que colocam a Fundação como uma das principais Organizações Sociais de Saúde do País. “Conseguimos unir atendimento humanizado, comprometimento com o paciente, tecnologia de ponta, além de eficiência na gestão de recursos”, comemora.

A metodologia de análise de considera a consolidação dos indicadores e índices de valor de cada tema avaliado e a aplicação do modelo de valoração do retorno do investimento.

Na pandemia, seis em cada 10 empresas aceleram digitalização

Por Exame

Dizer que a pandemia mudou a forma como trabalhamos já não é mais novidade. Em um mundo no qual já se discute o aumento das ações trabalhistas por causa do home office, parece até difícil lembrar tempo em que fazia parte da rotina ir até o escritório todos os dias. Com a necessidade de mudança urgente, executivos de diferentes setores já traçam planos de continuar investindo em tecnologia, mesmo após o fim da pandemia. De acordo com o estudo “Covid-19 e o futuro do negócios”, feito pela IBM com mais de 3.800 executivos C-Level em 20 países e 22 setores, seis em cada vez empresas aceleraram projetos de digitalização e mais da metade (51%) dos executivos vai priorizar projetos desse tipo nos próximos dois anos. O mundo está mais complexo, mas dá para começar com o básico. Veja como, no Manual do Investidor

Na corrida para transformar os planos em realidade, há quem já tenha “largado” na frente, enquanto outros se esforçam para recuperar o tempo perdido. “Historicamente, os setores financeiro e de telecomunicações são pioneiros na adoção de novas tecnologias e estão mais avançados em suas jornadas digitais. O varejo também se destaca, enquanto o industrial é mais tímido no uso de novas tecnologias”, afirma Thais Marca, Managing Partner para IBM Services na América Latina.

Do lado das empresas de telecomunicações, a Vivo registrou aumento de 40% no volume de tráfego das redes. De olho no potencial a ser aproveitado, a companhia anunciou recentemente mais uma etapa para construção da infraestrutura 5G em oito cidades: São Paulo, Salvador, Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Goiânia Curitiba e Belo Horizonte.

Além disso, a companhia investe em melhorias contínuas para a Aura, inteligência artificial da empresa, que deve atingir 90% de precisão em respostas sobre serviços, consumo de dados, conta, recarga e outras dúvidas.

“Agora é o momento de olhar para frente, imaginando como os brasileiros vão balancear seus hábitos novos e antigos. Vamos usar os aprendizados vividos em uma realidade inédita de isolamento para oferecer novos serviços que digitalizem e aproximem, pois entendemos que as tendências da transformação digital só vão se acelerar”, afirma Márcio Fabbris, vice-presidente de Marketing e Vendas da Vivo.

A necessidade de investir em tecnologia vem até mesmo de quem já pertence ao setor. A 99, empresa de transporte por aplicativo, investiu R$ 90 milhões durante a pandemia para criar soluções acessíveis de mobilidade. Hoje, a empresa é a primeira no país a criar um novo modelo de corridas, totalmente feito pelo WhatsApp.

“Lançamos a nova solução no dia 15, com foco em atender a população das classes C e D. Identificamos que houve aumento de 26% nas corridas em regiões periféricas de março a julho e quisemos trazer ao mercado uma oferta capaz de proporcionar segurança e facilidade a essa população”, explica Lívia Pozzi, diretora de operações da 99.

Atualmente, a solução está disponível em quatro cidades do interior de São Paulo – Araraquara, São Carlos, Bauru e Presidente Prudente – e já traz resultados significativos: esses locais já registraram 95% de recuperação da demanda em relação ao período pré-covid. Nas demais regiões, esse patamar está em 80%.

Outro setor que conseguiu se reinventar durante a pandemia e obter bons resultados é o varejo digital. De acordo com estimativas da Neotrust/Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado focada em e-commerce, o setor faturou R$ 33,4 bi só no último trimestre.

De olho no potencial das plataformas digitais, a Marabraz lançou, durante a pandemia, sua plataforma de marketplace. “É um orgulho muito grande para nós. Hoje, temos 15 lojas cadastradas e esperamos ter 25 até o fim do ano. Lançamos a plataforma em julho e esperávamos o retorno do investimento em dez meses, mas, surpreendentemente, já batemos 80% dessa meta. Até hoje, temos 1,2 milhão de compras realizadas nessa nova plataforma”, explica Felipe Cazita, diretor de marketplace da empresa.

Magazine Luiza conduziu um esforço massivo para substituir o atendimento presencial das lojas físicas por uma comunicação via aplicativos. Para isso, realizou um treinamento com mais de 14 mil vendedores, que passaram a atender pelo WhatsApp. “Criamos um perfil para cada vendedor com um link para as redes sociais, para que eles pudessem fazer a divulgação. O cliente vê os dados do vendedor da loja mais próxima, via geolocalização”, diz Gisele Morila, gerente de produto de transformação digital do Magazine Luiza.

E a saúde?

Para Fábio de Miranda, coordenador dos cursos de computação do Insper, a saúde deve ser um dos setores com crescimento significativo de investimentos nos próximos anos.

“O monitoramento de doenças crônicas e o mapeamento constante de estilo de vida para prevenir problemas no futuro são só a ponta de uma cadeia de benefícios a serem gerados. Cada vez mais veremos o avanço da tecnologia para esse setor, especialmente no pós-pandemia”, explica.

Hoje, é possível encontrar aplicações variadas da digitalização em meio à pandemia. O Hospital São Camilo, por exemplo, investiu em iniciativas num estágio inicial de digitalização, como o sistema Citrix, que permite aos radiologistas acessar prontuários de paciente de forma mais segura.

Ao mesmo tempo, a Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI) desenvolveu uma nova solução para o sistema público de saúde de São Paulo, que permitiu priorizar atendimentos com suspeita de coronavírus em 47 unidades de saúde da capital. Como resultado, o SUS paulista já economizou 60 mil horas no atendimento de pacientes.

O potencial é tão amplo que até mesmo pequenas empresas estão de olho nesse mercado. Exemplo disso é a rede Terça da Serra, de residenciais sênior, que encontrou na inteligência artificial a melhor aliada para melhorar a saúde de idosos. A rede, que fatura R$ 30 milhões por ano, investiu R$ 250 mil em um robô que interage com os pacientes, promovendo a capacidade de conversarem com a família em tempo real, além de colaborar para monitorar a saúde deles.

“Temos 70 unidades espalhadas pelo Brasil e, com a pandemia, notamos que os idosos ficaram mais reclusos e tristes sem ver a família. Para consertar isso, desenvolvemos o ‘Seu Bartô’, um robô presente em cada uma das unidades e que interage com os idosos, falando sobre assuntos dos quais cada um gosta. Além disso, as famílias podem conversar com seus parentes usando o robô, por meio de um link. Com a mudança, esperamos ter 22 novas franquias abertas ainda este ano, um número bem acima do registrado em 2019”, destaca Joyce Duarte Caseiro, médica e idealizadora da rede.

O que falta para avançar?

As iniciativas representam somente a ponta do que devemos ver nos próximos anos, de acordo com Miranda. Para ele, o que falta para avançar de forma mais consistente não é dinheiro – mas sim o conhecimento sobre o assunto.

“Muitas empresas querem partir direto para o uso de tecnologias frequentemente faladas, como  inteligência artificial e machine learning. Porém, isso demanda a organização de processos e a automatização deles para atingir esse patamar. Muitas empresas ainda não sabem como fazer isso e como colher os benefícios que os estágios iniciais da digitalização podem oferecer”, finaliza.

Automatização apoia FIDI em atendimento de 46 mil pacientes

O sistema automatizado implementado pela Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI) – gestora de serviços de diagnóstico por imagem da rede pública já priorizou 46 mil casos de pacientes com suspeita de contaminação pelo novo coronavírus

Por Medicina S/A

tecnologia, usada em 47 unidades de saúde atendidas pela FIDI no Estado de São Paulo, ajuda a evitar a propagação do vírus e melhora a resolutividade dos casos.

Destes 46 mil casos, 25 mil tiveram achados de imagens suspeitos para Covid-19, ou seja, 54% do total. A média de idade destes pacientes é de 55 anos, sendo a maioria masculina (54%).

Somente na cidade de São Paulo, em 12 hospitais com gestão da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), foram priorizadas 16.000 tomografias computadorizadas de tórax em pacientes com suspeita clínica de contaminação por Covid-19. Deste total, 7.646 tiveram achados de imagens suspeitos para Covid-19, ou seja, 54% do total.

A nova rotina de atendimento começa na abertura da ficha, quando é marcada como suspeita para a doença, de acordo com o pedido médico. Após isso, este paciente é priorizado para realização de tomografia computadorizada de tórax e seu exame é avaliado imediatamente. Uma vez realizada a checagem, independentemente de ser positiva ou negativa para Covid-19, o médico a sinaliza no sistema como exame suspeito para a doença, encaminhando a imagem e o laudo para a rede de hospitais e, também, para os celulares dos médicos solicitantes, que conseguem ver esses resultados de maneira mais ágil.

Se o exame não tiver indícios da doença, o paciente é liberado rapidamente, o que evita o risco de ser infectado pelo vírus dentro da unidade hospitalar. Se o resultado for positivo, ele é imediatamente encaminhado para conduta médica. As ações são tomadas a fim de evitar a propagação do vírus no ambiente hospitalar e de melhorar a eficiência e resolutividade dos casos.

Igor Santos, médico radiologista e superintendente de Inovação da FIDI, explica que todos as informações são registradas em um banco de dados, atualizado em tempo real. “O sistema é capaz de apontar quantos casos de suspeita clínica e suspeita tomográfica são lançados por dia, em cada unidade, quantos pacientes são internados, em quais hospitais, além da distribuição por faixa etária”, esclarece.

Com a constante atualização de informações, a Fundação tem controle de todas as fichas abertas como suspeitas clínicas e tomográficas para a doença. “Quando a checagem aponta como suspeita tomográfica, há uma grande chance de haver infecção pelo coronavírus. Contudo, isso ainda não confirma o diagnóstico, que é dado pelo PCR, exame responsável por detectar o vírus”, explica o médico.

Exames de imagem incorporam a inteligência artificial para diagnósticos mais rápidos

Diante da Covid-19, os computadores precisaram aprender mais uma lição com a medicina. E agora já podem avaliar, com precisão, as condições de um pulmão atingido pela doença.

Por Jornal Nacional

No combate à Covid, a rapidez do resultado de um exame de imagem pode ser crucial para um paciente.

As tomografias foram fundamentais desde o início da pandemia, quando havia poucos testes para confirmar a Covid-19 e o resultado podia demorar semanas. Ainda hoje, ajudam os médicos na primeira avaliação e encaminhamento de pacientes que apresentam uma imagem esbranquiçada e leitosa nos pulmões.

“O que a gente identificou na Covid-19: as alterações que nós tínhamos nos pulmões não eram uma alteração de origem respiratória e sim uma alteração de origem hematológica, que você tinha microcoagulações que provocavam essa imagem de vidro fosco”, explica Luiz Carlos Zamarco, superintendente do Hospital do Servidor Público Municipal.

Nos hospitais e unidades de saúde da prefeitura de São Paulo, os exames de imagem são terceirizados. Com a pandemia, a central de laudos da empresa passou a priorizar os casos suspeitos de Covid. Os exames passam na frente, na fila, e os mais de 150 radiologistas, que trabalham em casa, emitem os laudos em, no máximo, meia hora.

“A ideia de acelerar esses laudos era de rapidamente uma pessoa que tenha uma suspeita diagnóstica já ser tratado, e quem não tem já ir para casa para evitar a contaminação. Durante esse período, nós fizemos mais de 40 mil exames e tivemos aproximadamente 50% de suspeitas diagnósticas”, conta Marcelo Cunha, presidente da Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem.

A inteligência artificial, com o chamado aprendizado de máquina, não é novidade em diagnósticos médicos de acidentes vasculares, por exemplo. Pois, com a Covid-19, os computadores tiveram que aprender mais uma lição com a medicina. E, agora, já podem avaliar, com precisão, as condições de um pulmão atingido pela doença.

“Nós pegamos cerca de mil pacientes com tomografia computadorizada do pulmão alterada por Covid. Médicos interpretam e circulam e pintam as áreas de pulmão normal e de pulmão alterado. A máquina passa a interpretar o que é alteração, o que é normal e, a partir de um determinado momento, ela faz isso de forma automática”, explica Emerson Gasparetto, vice-presidente médico da Dasa.

O nome que se dá a esse tipo de sequência lógica é algoritmo. Ele foi criado por uma empresa privada, mas o acesso à plataforma, pela internet, é livre para médicos. “A partir do momento em que os dados, em que a tomografia do paciente vai para a nuvem, em cinco minutos está no e-mail do médico já a interpretação do percentual que está acometido daquele pulmão”, afirma Emerson Gasparetto, vice-presidente médico da Dasa.

E rapidez no combate à Covid. “É fundamental porque o paciente está ali na sala de espera e você precisa dar uma solução para esse paciente e já providenciar o isolamento”, destaca Luiz Carlos Zamarco, superintendente do Hospital do Servidor Público Municipal.

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