Covid-19 fez total de mamografias feitas em hospitais públicos cair 42%, aponta estudo

Por: Coluna da Monica Bergamo Folha de São Paulo

A chegada da Covid-19 no Brasil fez com que o número de mamografias realizadas em hospitais públicos caísse 42% em 2020, em relação a 2019. Os dados são de levantamento da Fidi (Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem) com 43 hospitais públicos em São Paulo e em Goiânia nos quais a entidade atua.

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Ainda segundo o estudo, houve aumento desses exames em 2021 — mas ainda não foram alcançados os patamares de 2019. A FIDI registrou crescimento de 27% nos primeiros oito meses do ano, em relação ao mesmo período em 2020.

SP anuncia o retorno das ‘carretas da mamografia’ e começa por Presidente Prudente

Por SBT Interior

Veículos do programa Mulheres de Peito voltam a circular em 8 de setembro, agilizando diagnóstico e tratamento da doença

O Governador João Doria anunciou nesta quarta-feira (25) a retomada da circulação das “carretas da mamografia” para detecção precoce do câncer de mama. A partir do dia 8 de setembro, os veículos do programa estadual Mulheres de Peito voltam a circular pelo estado de São Paulo.

“Com a melhora da pandemia e seguindo protocolos rígidos de combate à COVID-19, as carretas do programa Mulheres de Peito retomam os atendimentos a partir do dia 8 de setembro. Nesta retomada, serão realizados inicialmente 2,2 mil exames de mamografia gratuitos por mês”, afirmou Doria.

A iniciativa oferece mamografias gratuitas e sem necessidade de pedido médico ou agendamento para mulheres de 50 a 69 anos. Basta apresentar RG e cartão SUS para ser atendida. Os dois primeiros destinos serão as cidades de Osasco e Presidente Prudente, ambas a partir do dia 8 do próximo mês. Os veículos permanecerão por 15 dias em cada município.

Caso sejam detectadas alterações no exame ou suspeita de câncer, a paciente será encaminhada a um serviço de referência do SUS para fazer exames complementares, acompanhamento ou tratamento, conforme as particularidades de cada caso.

As pacientes fora da faixa etária preconizada pelo Ministério da Saúde para rastreamento do câncer de mama também podem utilizar o serviço. Neste caso, é preciso apresentar pedido médico, além de RG e cartão SUS.

Os exames de mamografia são realizados de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 13h, exceto feriados. As imagens captadas no exame são encaminhadas para o Serviço Estadual de Diagnóstico por Imagem, serviço da Secretaria que emite laudos à distância, na capital.

Para contribuir com a agilidade e qualidade do diagnóstico, além do mamógrafo, cada carreta possui ultrassom, conversor de imagens analógicas em digitais, impressoras, antenas de satélfite, computadores, mobiliários e sanitários. Há equipe multidisciplinar composta por técnicos em radiologia, profissionais de enfermagem, funcionários administrativos e médico ultrassonografista.

O serviço móvel funciona em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (Fidi), responsável por fornecer equipamentos para auxílio de diagnóstico a diversos hospitais estaduais.

O programa Mulheres de Peito existe desde 2014 e as carretas já percorreram mais de 300 locais, com itinerários preventivamente suspensos no início da pandemia de COVID-19. No total, foram realizadas cerca de 230 mil mamografias, 7 mil ultrassons, 700 biópsias e mais de 2 mil mulheres encaminhadas para exames complementares e/ou início do tratamento oncológico em unidades estaduais especializadas.

Agendamento telefônico

Mulheres com idade entre 50 e 69 anos e que estão há mais de dois anos sem realizar mamografias também podem marcar os exames sem necessidade de pedido médico, gratuitamente, pela central telefônica do programa.

Para agendar, basta telefonar para 0800-779-0000. O agendamento funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Neste caso, os exames não são realizados nas carretas, e sim em um dos cerca de 200 serviços com mamógrafo do SUS de SP.

O call center é uma iniciativa complementar às carretas-itinerantes, que tem como objetivo rastrear ativamente o câncer de mama e incentivar a realização de exames preventivos para detecção da doença.

SP retoma atendimentos das ‘carretas da mamografia’ para detecção do câncer de mama

Por Oncoguia

O Governador João Doria anunciou nesta quarta-feira (25) a retomada da circulação das “carretas da mamografia” para detecção precoce do câncer de mama. A partir do dia 8 de setembro, os veículos do programa estadual Mulheres de Peito voltam a circular pelo estado de São Paulo.

“Com a melhora da pandemia e seguindo protocolos rígidos de combate à COVID-19, as carretas do programa Mulheres de Peito retomam os atendimentos a partir do dia 8 de setembro. Nesta retomada, serão realizados inicialmente 2,2 mil exames de mamografia gratuitos por mês”, afirmou Doria.

A iniciativa oferece mamografias gratuitas e sem necessidade de pedido médico ou agendamento para mulheres de 50 a 69 anos. Basta apresentar RG e cartão SUS para ser atendida. Os dois primeiros destinos serão as cidades de Osasco e Presidente Prudente, ambas a partir do dia 8 do próximo mês. Os veículos permanecerão por 15 dias em cada município.

Caso sejam detectadas alterações no exame ou suspeita de câncer, a paciente será encaminhada a um serviço de referência do SUS para fazer exames complementares, acompanhamento ou tratamento, conforme as particularidades de cada caso.

As pacientes fora da faixa etária preconizada pelo Ministério da Saúde para rastreamento do câncer de mama também podem utilizar o serviço. Neste caso, é preciso apresentar pedido médico, além de RG e cartão SUS.

Os exames de mamografia são realizados de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 13h, exceto feriados. As imagens captadas no exame são encaminhadas para o Serviço Estadual de Diagnóstico por Imagem, serviço da Secretaria que emite laudos à distância, na capital.

Para contribuir com a agilidade e qualidade do diagnóstico, além do mamógrafo, cada carreta possui ultrassom, conversor de imagens analógicas em digitais, impressoras, antenas de satélfite, computadores, mobiliários e sanitários. Há equipe multidisciplinar composta por técnicos em radiologia, profissionais de enfermagem, funcionários administrativos e médico ultrassonografista.

O serviço móvel funciona em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (Fidi), responsável por fornecer equipamentos para auxílio de diagnóstico a diversos hospitais estaduais.

O programa Mulheres de Peito existe desde 2014 e as carretas já percorreram mais de 300 locais, com itinerários preventivamente suspensos no início da pandemia de COVID-19. No total, foram realizadas cerca de 230 mil mamografias, 7 mil ultrassons, 700 biópsias e mais de 2 mil mulheres encaminhadas para exames complementares e/ou início do tratamento oncológico em unidades estaduais especializadas.

Agendamento telefônico

Mulheres com idade entre 50 e 69 anos e que estão há mais de dois anos sem realizar mamografias também podem marcar os exames sem necessidade de pedido médico, gratuitamente, pela central telefônica do programa.

Para agendar, basta telefonar para 0800-779-0000. O agendamento funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Neste caso, os exames não são realizados nas carretas, e sim em um dos cerca de 200 serviços com mamógrafo do SUS de SP.

O call center é uma iniciativa complementar às carretas-itinerantes, que tem como objetivo rastrear ativamente o câncer de mama e incentivar a realização de exames preventivos para detecção da doença.

Câncer de mama: pandemia reduz procura por mamografia preventiva e liga sinal de alerta

Por Olhar Digital

Desde o começo da pandemia de Covid-19 a doença passou a ser a principal preocupação da população, e não é para menos, o número de mortos por coronavírus no Brasil aumenta a cada dia e o cenário parece longe de melhorar. Mas, com o vírus em alta, muita gente acabou deixando de ir ao médico para realizar exames de rotina e um desses é a mamografia, principal forma de prevenção e diagnóstico do câncer de mama.

De acordo com dados do Painel Abramed, entre março e julho de 2020 houve uma redução de 63,4% no total de mamografias realizadas no Brasil quando comparado ao mesmo período de 2019. A recomendação do Ministério da Saúde é que toda mulher com idade entre 50 e 69 anos realize o exame de prevenção a cada dois anos.

Câncer de Mama

A diminuição desses exames pode levar a um aumento no número de casos graves de câncer de mama, uma vez que a descoberta precoce é um dos fatores determinantes para um tratamento bem-sucedido da doença. Uma pesquisa feita pelo IBOPE revelou que 73% das mulheres com mais de 60 anos disseram que iriam aguardar o fim da pandemia para realização do exame.

“Existem hoje dois cenários, um antes da pandemia, que estava indo muito bem, com um aumento do número de pacientes descobrindo o câncer de mama no começo da doença. Mas há também um cenário após o começo da pandemia, em que as mulheres passaram a ter medo de vir fazer o exame”, comenta a Dra. Vivian Milani, médica radiologista da FIDI, para o Olhar Digital.

A especialista ainda ressalta que nas últimas décadas houve mais informação sobre o câncer de mama circulando na mídia e as mulheres começaram a procurar mais fazer o exame. “Pelas mídias sociais as mulheres começaram a fazer o autoexame e a mamografia. Tinham várias campanhas, não só o outubro rosa, a gente estava vindo de um cenário bom”, explicou.

A médica ainda fala que atualmente estão sendo detectados mais tumores avançados. “Hoje estamos com mulheres chegando com módulos mais avançados de câncer de mama”, disse. Ainda segundo a Dra. Milani, é importante o exame pois nem todos os nódulos são cancerígenos e a mamografia é o primeiro passo para detectar isso.

“Muitas vezes a mamografia detecta nódulos muito pequenininhos, que no autoexame é impossível encontrar, por isso é tão importante (…) e os hospitais estão preparados com toda a segurança para atender as pacientes dentro do protocolo contra Covid-19”, finaliza.