Boas-vindas à FIDI | Diagnóstico por imagem.

O Radiologista no Centro da Central de Laudos do Futuro.

Diretamente da RSNA 2025, o Dr. Daniel Bekhor, diretor da FIDI, traz uma reflexão sobre a união entre a inteligência humana e a velocidade das máquinas. O foco não é substituir, mas potencializar o médico diante de uma demanda que cresce mais rápido que a formação de novos especialistas.

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Nela, os oradores procuraram demonstrar o quanto é produtiva e benéfica a união entre as habilidades do ser humano, “lento” e brilhante, com as das máquinas (IA), rápidas e “não tão brilhantes”.

Essa união revela-se, também, necessária e oportuna, na medida em que o crescimento de demanda de trabalho na área da Radiologia supera largamente a velocidade em que radiologistas são formados e a disponibilidade desses profissionais especializados no mercado.

A idéia geral atual é a de que a IA tem e terá um papel fundamental na automatização de tarefas, antes manuais, que podem interferir no fluxo de trabalho do radiologista, além, claro, de servir de apoio nas suas interpretações diagnósticas.

A lista de aplicações da IA na sala de laudos radiológicos do futuro é longa tanto quanto é promissora. Vamos a ela:

  • Interação ativa e direta (“chat”) com os prontuários dos pacientes para a obtenção de dados relevantes à interpretação dos exames radiológicos
  • Resumo e organização de dados de história clínica dos pacientes
  • Priorização e triagem inteligente de worklists conforme o prazo ou urgência de cada exame otimizando a relação entre os sistemas DICOM (imagens) e RIS/HL7 (resultados de outros exames, solicitações médicas)
  • Aprimoramento do fluxo de trabalho e integração com a workstation do radiologista
  • Envio automático de imagens para o PACS
  • Envio de dados relevantes de história clínica/resultados laboratoriais do paciente para serem incluídos no laudo final
  • Elaboração automática de laudos estruturados ou descritivos
  • Apoio ao processo de interpretação de imagens e à proposição de diagnósticos diferenciais
  • A Augmented AI (“IA Aumentada”) e seu papel colaborativo com o radiologista funcionando como um “co-piloto” ou segundo leitor
  • Emprego como segundo leitor em programas de rastreamentos (screening) populacionais como os de câncer de mama
  • Quantificação automática (análise evolutiva das dimensões de uma lesão)
  • Detecção de lesões sutis
  • Segmentação automática de órgãos ou estruturas anatômicas, útil para planejamentos terapêuticos
  • Alinhamento ideal e otimizado de cortes de imagens de exames atuais e anteriores ou de séries distintas do mesmo exame para efeitos de análise comparativa
  • A IA “oportunista” que detecta achados de imagem não relacionados à hipótese diagnóstica inicial, apontando para uma investigação adicional em paralelo
  • Contribuição à educação/treinamento do radiologista (não apenas à interpretação de imagens)

Adicionalmente, os apresentadores chamam nossa atenção para pontos importantes quanto ao dia-a-dia do uso da IA na área da Radiologia.

Um deles, é a necessidade de se determinar um sistema de governança para a adoção da IA com o objetivo de reduzir riscos médicos ou jurídicos inerentes à essa tecnologia e maximizar o seu valor. O sistema de governança é um conjunto de políticas, processos, estruturas e padrões estabelecidos por uma organização para que toda a tecnologia de IA seja implementada e utilizada de forma ética, legal e segura com monitoramento contínuo.

Enfatizam que a supervisão do sistema de IA deve ser supervisionado por radiologistas e que esses profissionais são os responsáveis pelas tomadas de decisões. Para ilustrar este ponto, lembram que, por exemplo, IAs LLMs podem, por vezes, “alucinar” e gerar conteúdo incorreto mesmo parecendo plausível.

Por Dr. Daniel Bekhor, médico radiologista e diretor adjunto da FIDI.

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