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Avanços e desafios da Inteligência Artificial na Gestão Completa de Diagnóstico por Imagem.

A Inteligência Artificial (IA) tem sido uma revolução em diversos setores, e a área da saúde não é exceção. Com o potencial de transformar diagnósticos, tratamentos e gestão de cuidados de saúde, a IA é cada vez mais adotada em hospitais, clínicas e laboratórios ao redor do mundo. Neste artigo, exploraremos os avanços, desafios e impactos do uso da Inteligência Artificial na Gestão Completa de Diagnóstico por Imagem, destacando suas principais aplicações e benefícios.

Avanços Impulsionados pela Inteligência Artificial na Gestão Completa de Diagnóstico por Imagem.

Em relação a Detecção de Doenças, a IA tem se mostrado altamente eficaz no diagnóstico médico, ajudando os profissionais de saúde a identificar doenças com maior precisão e rapidez. Algoritmos de aprendizado de máquina podem analisar grandes quantidades de dados médicos, como exames de imagem, históricos clínicos, resultados de testes laboratoriais e fornecer insights valiosos para os médicos. Isso possibilita a detecção precoce de doenças, como câncer, doenças cardíacas e distúrbios neurológicos, aumentando as chances de tratamento eficaz e melhores resultados para os pacientes.

Já sobre medicina personalizada, a IA permite o desenvolvimento de abordagens na Gestão Completa de Diagnóstico por Imagem, levando em consideração características genéticas, histórico médico individual e outros fatores relevantes para a prescrição de tratamentos específicos. Algoritmos de IA podem analisar dados de pacientes e identificar padrões que ajudam a determinar quais terapias são mais eficazes para determinadas condições, otimizando o tratamento e reduzindo efeitos colaterais indesejados.

É utilizada também para suporte à decisão clínica, já que sistemas de IA podem fornecer um auxílio valioso aos médicos durante o processo de tomada de decisões. Por meio da análise de dados médicos e evidências científicas, essas ferramentas podem sugerir opções de tratamento, alertar sobre interações medicamentosas e ajudar na prevenção de erros. Isso promove a prática baseada em evidências, melhorando a qualidade dos cuidados de saúde, aprimorando a Gestão Completa de Diagnóstico por Imagem e reduzindo riscos para os pacientes.

Desafios a serem Superados na Implementação da Inteligência Artificial na Gestão Completa de Diagnóstico por Imagem.

Embora o uso da IA na saúde apresente inúmeros benefícios, também enfrenta desafios e levanta questões éticas. Alguns pontos importantes a serem considerados incluem a privacidade e segurança de dados. O uso da IA requer o acesso a grandes quantidades de dados de saúde, o que pode comprometer a privacidade e a segurança dos pacientes. É essencial garantir que os dados sejam adequadamente protegidos e utilizados de forma ética, seguindo as diretrizes de consentimento informado e anonimização dos dados. A FIDI já trabalha com essa proteção de dados na Gestão Completa de Diagnóstico por Imagem que presta a instituições de saúde.

Outro ponto a ser destacado são a responsabilidade e a transparência: Os sistemas de IA devem ser transparentes em relação ao seu funcionamento e decisões. Os profissionais de saúde devem ter a capacidade de compreender e questionar as recomendações e resultados fornecidos pelos algoritmos de IA. A responsabilidade pelos erros e decisões tomadas com base nas informações fornecidas pela IA também é um aspecto importante a ser considerado.

O uso da Inteligência Artificial na Gestão Completa de Diagnóstico por Imagem tem o potencial de revolucionar a forma como os cuidados são entregues e gerenciados. Com a capacidade de processar grandes volumes de dados, identificar padrões e fornecer insights valiosos, a IA pode melhorar a eficiência, a precisão e a qualidade dos cuidados de saúde.

No entanto, é fundamental abordar os desafios e considerações éticas associadas ao uso da IA na Gestão Completa de Diagnóstico por Imagem. A colaboração entre profissionais de saúde, pesquisadores, desenvolvedores de IA e reguladores é essencial para garantir que os sistemas de IA sejam desenvolvidos e implementados de maneira responsável, ética e equitativa.

À medida que a IA continua a evoluir, novas oportunidades e desafios surgirão. É necessário um acompanhamento contínuo e uma abordagem cuidadosa para maximizar os benefícios e mitigar os riscos do uso da Inteligência Artificial na saúde, sempre com o objetivo de melhorar a vida dos pacientes e impulsionar avanços na medicina.

Quer continuar essa discussão conosco? Então entre em contato pelo e-mail “comercial@fidi.org.br” ou fale diretamente pelo Whatsapp.

 

Telerradiologia: impacto positivo na redução de custos na saúde.

No cenário em constante evolução da tecnologia na área da saúde, a telerradiologia não apenas revolucionou os métodos tradicionais de diagnóstico por imagem, mas também se destaca como uma aliada crucial na busca por eficiência e redução de custos. Neste contexto, exploraremos o impacto positivo dela na otimização de processos e na significativa economia financeira para instituições de saúde.

Como a telerradiologia ajuda na redução de custos e otimização de processos.

Antes restrita a ambientes hospitalares e clínicas, a telerradiologia agora transcende fronteiras físicas, conectando especialistas a pacientes em qualquer parte do mundo. Essa democratização do acesso à expertise médica não apenas acelera os processos de diagnóstico, mas também permite uma abordagem colaborativa e integrada no cuidado ao paciente.

Um de seus benefícios mais evidentes é a redução de custos operacionais para instituições de saúde. A eliminação das barreiras geográficas significa que os exames podem ser enviados a especialistas altamente qualificados, independentemente de sua localização física. Isso não apenas acelera o tempo de resposta para diagnósticos, mas também reduz a necessidade de contratação local de especialistas em radiologia, resultando em economias substanciais.

Além disso, a telerradiologia proporciona uma eficiência notável nos processos internos. A transmissão eletrônica de imagens reduz os tempos de espera, minimiza a possibilidade de erros e permite a análise rápida e precisa dos exames. Isso não apenas melhora a qualidade do atendimento ao paciente, mas também otimiza o uso de recursos, desde equipamentos até o tempo dos profissionais de saúde.

Telerradiologia da FIDI e a Central de Laudos.

A telerradiologia da FIDI é uma solução eficiente que utiliza um sistema de imagens digitais, permitindo que os exames sejam capturados, armazenados e transmitidos por meio de redes de comunicação seguras de alta velocidade. Dessa forma, oferecemos agilidade na emissão de laudos.

A qualidade dos laudos é garantida por uma equipe de médicos radiologistas especializados, que podem atuar em qualquer lugar do mundo (emissão de laudos de exames de imagem à distância). Graças a isso, conseguimos atender às necessidades de diversas instituições.

Garantimos excelentes SLA’s de entrega com tecnologia de última geração e uma equipe altamente qualificada que atua 24 horas por dia, 7 dias por semana. Seguimos protocolos rigorosos que asseguram a precisão dos diagnósticos e a segurança dos pacientes.

Com a telerradiologia da FIDI você terá:

● Implementação de tecnologias e Inteligência médica, gerando maior agilidade e confiança para decisões clínicas;
● Redução do número de exames desnecessários;
● Aumento do giro de leito;
● Otimização de receitas e diminuição de custos para o Hospital ou Clínica;
● Padronização de processos e qualidade no atendimento;
● Equipe de suporte para apoio aos médicos, enfermeiros e técnicos.

Quer saber mais sobre como a telerradiologia da FIDI pode ajudar seu Hospital ou Clínica? Entre em contato pelo e-mail comercial@fidi.org.br ou pelo telefone WhatsApp.

Tendências para o setor de Diagnóstico por Imagem em 2024.

Em 2023, o setor de diagnóstico por imagem experienciou um notável avanço e adaptação, marcado por um crescimento contínuo e significativo impulsionado pela demanda crescente por diagnósticos mais precisos e rápidos. Este impulso foi uma resposta à tendência global de aceleração de processos e resultados na área da saúde. A tecnologia desempenhou um papel crucial nesse progresso, com inovações contínuas em equipamentos de imagem, como tomografia computadorizada, ressonância magnética e ultrassonografia, elevando a qualidade e a precisão dos diagnósticos.

Além disso, a pandemia continua influenciando como um catalisador para a adoção acelerada de tecnologias emergentes, como inteligência artificial e telemedicina, que se integraram rapidamente aos ambientes hospitalares e clínicos. Essas soluções foram implementadas não apenas para otimizar os processos de diagnóstico por imagem, mas também para facilitar o acesso a cuidados médicos, especialmente em regiões remotas ou de difícil acesso. A inteligência artificial, em particular, desempenhou um papel essencial na análise avançada de imagens médicas, oferecendo insights mais precisos e rápidos para os profissionais de saúde, agilizando o tempo de resposta e a tomada de decisões clínicas.

Tendências no setor de Diagnóstico por Imagem em 2024.
Hospital Municipal de Osasco.

Foi muito discutida também a Importância de uma Estratégia de Saúde Digital (ESD) em âmbito nacional.  A Estratégia de Saúde Digital, conforme preconizada pela OMS/UIT, busca resolver desafios de saúde por meio da aplicação de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), alinhando-se ao planejamento do sistema de saúde. No Brasil, coordenada pelo DATASUS/SE/MS, visa ser uma guia viável e inspiradora para unificar esforços públicos e privados, impulsionando a transformação da Saúde Digital.

Esse período não apenas testemunhou avanços tecnológicos, mas também demandou uma maior integração entre os sistemas de saúde e a indústria de diagnóstico por imagem, incentivando colaborações estratégicas entre fabricantes de equipamentos, provedores de saúde e empresas de tecnologia. Essas parcerias visam impulsionar a inovação, aprimorar a eficiência dos serviços e expandir o alcance dos cuidados médicos, culminando em um panorama mais robusto e acessível para o diagnóstico por imagem.

FIDI e o Diagnóstico por Imagem em 2023.

A FIDI, uma referência no campo do diagnóstico por imagem, destaca-se por sua extensa capacidade operacional, realizando anualmente mais de 5 milhões de exames, um número expressivo que evidencia sua escala e alcance no setor. Essa cifra não apenas ressalta a robustez da organização, mas também reflete seu compromisso em atender a uma média de mais de 1,5 milhões de pacientes a cada ano, evidenciando seu papel fundamental na saúde e bem-estar da comunidade.

Vale destacar que a FIDI já atua com IA em diagnóstico por imagem e usa toda essa tecnologia para priorizar exames com achados críticos, por exemplo. Essa tecnologia está revolucionando a agilidade e precisão dos serviços prestados pela FIDI à sociedade. Esses exames com achados críticos são priorizados na lista de trabalho dos radiologistas, garantindo a atenção necessária no menor tempo possível. Com a capacidade de processar grandes volumes de dados e aprender com eles, a IA pode auxiliar os profissionais de saúde e otimizar o atendimento aos pacientes da FIDI.

 

Dentro de um mercado dinâmico e em constante evolução, a FIDI é reconhecida não apenas pela magnitude de seus serviços, mas também por sua adaptabilidade. A capacidade de se ajustar a mudanças significativas no setor é uma marca registrada da empresa, que se destaca por sua agilidade em enfrentar desafios emergentes. Seja diante de avanços tecnológicos, demandas regulatórias ou transformações nas necessidades dos pacientes, a FIDI está preparada para antecipar e responder a essas mudanças, oferecendo qualidade na entrega de serviços de diagnóstico por imagem.

Principais Tendências no setor de Diagnóstico por Imagem em 2024.

A evolução constante das tecnologias, as mudanças nas demandas dos pacientes e os avanços regulatórios moldam profundamente esse mercado de diagnóstico por imagem, tão crucial na área da saúde. Nesse contexto, estar atualizado e sensível às tendências é mais do que uma vantagem competitiva, é um requisito para oferecer serviços de qualidade, impulsionar a inovação e atender às necessidades em constante evolução dos pacientes e dos profissionais de saúde. Por isso, separamos algumas dessas tendências a seguir:

  • Imagens 3D, IA e Realidade Virtual: Prevê-se que mais de 70% dos hospitais e centros de saúde integrarão soluções de IA para análise de imagens médicas até 2030 (Fonte: Estudo da ABC Consulting);
  • Equipamentos Portáteis e Móveis: A miniaturização e portabilidade de dispositivos de imagem estão permitindo diagnósticos mais rápidos e acessíveis, inclusive em locais remotos; Um exemplo é o POCUS. A sigla POCUS significa Point-of-Care Ultrasound, que se refere ao uso de ultrassom portátil por médicos não radiologistas, especialmente em cenários de emergência. Essa técnica permite que médicos de diversas especialidades, como emergencistas, intensivistas, clínicos gerais e outros, utilizem equipamentos de ultrassom compactos para realizar exames e análises rápidas no próprio local de atendimento ao paciente;
  • Interoperabilidade: A interoperabilidade na saúde é fundamental para a integração eficaz de dados médicos e de saúde, permitindo que sistemas e dispositivos diversos compartilhem e interpretem informações de forma coerente. Essa integração é essencial para garantir a gestão eficiente da saúde do paciente, facilitando a colaboração entre profissionais de saúde, reduzindo erros, e promovendo uma visão abrangente e precisa do histórico clínico. Avanços em padrões e regulamentações estão impulsionando essa integração, visando criar um ambiente conectado que melhore a qualidade do cuidado ao paciente e promova uma assistência mais centrada e eficiente. (Fonte: Relatório de Atividades Abramed 2023);
  • Privacidade, LGPD e aumento do volume de dados: Com objetivo de conferir maior publicidade, previsibilidade, transparência e eficiência para o processo regulatório da Autoridade, possibilitando seu acompanhamento pela sociedade e trazendo maior segurança jurídica na relação com os agentes regulados, ANPD publica Agenda Regulatória 2023-2024 (Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública);
  • Mercado Global de Diagnóstico por Imagem: Projeção de crescimento anual de aproximadamente 8-10% nos próximos cinco anos, alcançando um valor estimado entre 40 a 50 bilhões de dólares até 2028 (Fonte: relatório da XYZ Research).
Tendências no setor de Diagnóstico por Imagem em 2024.
Tendências no setor de Diagnóstico por Imagem em 2024.

Quer saber mais sobre o futuro do Diagnóstico por Imagem? Entre em contato pelo formulário abaixo .

 

FIDI economiza um terço de papel após adotar conceito Paperless

Por: Medicina S/A

Com o objetivo de reduzir custos, melhorar o atendimento e impactar de forma positiva o meio ambiente, a Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI) aderiu, em 2019, ao conceito Paperless e, quatro anos depois, já economizou um terço nos gastos com papel.

Paperless ou sem papel, na tradução literal, é um conceito que tem por objetivo geral a redução, ao máximo, do consumo de papel e garantir as práticas empresariais de ESG voltadas para a sustentabilidade e redução nos custos. Além disso, o projeto consegue garantir mais segurança nas informações e digitalizar a saúde, integrando tecnologias e ferramentas de tecnologia para ganho de eficiência, melhorando a qualidade no atendimento e a segurança dos dados do paciente.

“A Fidi aderiu ao Paperless em 2019 incentivando o paciente, o acesso ao resultado do exame pela internet, reduzindo assim, o número de impressões. A adesão das equipes internas de FIDI nos trouxe ganhos na produção, otimizando fluxos e agilizando processos”, explica Vanessa Carvalho, superintendente de operações de FIDI.

Entre as vantagens dos benefícios que a Fundação apontou como os mais impactantes estão:

  • Impacto positivo ao meio ambiente: muitos recursos naturais são utilizados para a produção do papel, gerando grande impacto ao meio ambiente com o desmatamento. As empresas passam cada vez mais a terem responsabilidade social e ambiental para preservação do planeta;
  • Facilidade no acesso às informações: a digitalização aumenta a capacidade de acesso as informações de maneira rápida e objetiva. A segurança e a rastreabilidade também são benefícios;
  • Redução de custos: com a digitalização é possível reduzir significativamente os gastos com papel, impressoras, cartuchos de tinta e pastas para armazenamento.

De acordo com a instituição, vale destacar que exames das modalidades de tomografia computadorizada, ressonância magnética e mamografia ficam disponíveis para acesso pela internet, o que facilita e agiliza o acesso ao resultado, evita o deslocamento do paciente para retirada dos exames e contribui com meio ambiente.

Covid-19 fez total de mamografias feitas em hospitais públicos cair 42%, aponta estudo

Por: Coluna da Monica Bergamo Folha de São Paulo

A chegada da Covid-19 no Brasil fez com que o número de mamografias realizadas em hospitais públicos caísse 42% em 2020, em relação a 2019. Os dados são de levantamento da Fidi (Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem) com 43 hospitais públicos em São Paulo e em Goiânia nos quais a entidade atua.

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Ainda segundo o estudo, houve aumento desses exames em 2021 — mas ainda não foram alcançados os patamares de 2019. A FIDI registrou crescimento de 27% nos primeiros oito meses do ano, em relação ao mesmo período em 2020.

Do diagnóstico à reabilitação, como a inteligência artificial ajuda os pacientes de AVC

Por Época Negócios

Aplicativos, robôs, algoritmos e softwares que configuram a inteligência artificial fazem análises que o ser humano não consegue

inteligência artificial está sendo cada vez mais utilizada em diagnóstico, tratamento e reabilitação de pacientes após um acidente vascular cerebral (AVC), principal causa mundial de invalidez ao afastar uma a cada seis pessoas de suas atividades.

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), por exemplo, estuda aplicativos para rastrear e prever complicações. Uma delas é a transformação de casos de AVC isquêmico (obstrução dos vasos sanguíneos) em hemorrágico (vazamento do sangue). A partir da coleta de dados de mais de 3 mil pacientes de diversos centros brasileiros e um americano (Columbia University), a pesquisa se tornou referência em vários países e foi premiada pela Academia Brasileira de Neurologia.

Outro estudo aborda a complicação de isquemia cerebral tardia em pacientes com hemorragia subaracnóide (condição geralmente associada a aneurismas cerebrais que se romperam). “A ideia é que esses dados (pressão, temperatura, frequência cardíaca, alterações laboratoriais e dados de doppler transcraniano) gerem um modelo que nos alerte com dias de antecedência sobre risco de complicação”, afirma o pesquisador João Brainer, coorientador do programa de Pós-Graduação em Neurologia e Neurociências da Unifesp.

A universidade pesquisa ainda, de forma inédita no mundo, a identificação da disfagia (dificuldade de engolir alimentos) a partir do reconhecimento da voz. Essas pesquisas tentam minimizar dramas como o da faturista Sandra Schulze, que teve um AVC isquêmico em setembro de 2013. Depois de uma noite de sono pesado, ela, de 52 anos, caiu assim que saiu da cama. Não conseguiu mais se mexer, com o braço esquerdo frio e paralisado.

Foram três dias na UTI, 15 de internação em um hospital em Joinville. Ela ainda faz fisioterapia, mas é grata às profissionais que a ajudaram desde o começo no hospital.A reabilitação dos pacientes, aliás, é o foco de um estudo pioneiro da Fundação Oswaldo Cruz do Ceará com realidade virtual.

Usando os óculos que criam uma realidade paralela e orientado por um profissional de saúde, o paciente simula atividades de cotidiano. Cada movimento é captado por sensores, que formam uma base de dados para avaliar e acompanhar a evolução do tratamento. Também será possível quantificar com precisão informações do espaço, velocidade dos movimentos, angulação dos membros e precisões das ações. Essa nova técnica começará a ser validada clinicamente em outubro no Hospital Geral de Fortaleza, que atende mais de 1,9 mil casos de AVC por ano.

Como funciona

Aplicativos, robôs, algoritmos e softwares que configuram a inteligência artificial fazem análises que o ser humano não consegue. Geralmente, os médicos avaliam duas a três dimensões, como o resultado de exame de um paciente ao longo do tempo.Quando as possibilidades aumentam, o cérebro humano tem dificuldade de processamento. Isso ocorre no caso de variantes genéticas e interação de medicamentos, por exemplo. Aí, a máquina ajuda como reforço ao diagnóstico.

Os sistemas são alimentados com uma “verdade fundamental” – ou um padrão básico a partir do qual as demais decisões são geradas. Se as máquinas são ensinadas que um determinado padrão exibido na imagem é um tumor cerebral, toda vez que for visualizada a mesma anormalidade o sistema irá rotular da mesma maneira.

Mas como elas fazem isso? Essa é uma das questões propostas pelo Centro de Inteligência Artificial (C4AI), parceria entre a Fapesp, a IBM e a USP. Uma das linhas de pesquisa tem relação com “o aprendizado” dos algoritmos. “Os algoritmos conseguem ver coisas que escapam de nós. Queremos saber exatamente como isso acontece”, explica José Krieger, médico, pesquisador do Incor e um dos líderes do projeto.

Outra pesquisa do C4AI estuda a modelagem de AVCs. A partir de eletroencefalogramas (EEGs) do Laboratório de Neuromodulação do Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, os pesquisadores desenvolveram um sistema de classificação de AVC com técnicas de aprendizado de máquina, i, conjunto de técnicas que podem ser transformadas em algoritmos.

Marco Antonio Gutierrez, diretor de TI do Incor, revela que foi utilizada uma base de dados com 200 mil tratados de eletrocardiograma de pacientes. “Depois que os especialistas fizeram os laudos, nós desenvolvemos um algoritmo para aprender a buscar nos tratados as mesmas informações que o especialista procura.”

Casos de sucesso

Avançamos muito nos últimos cinco anos, mas ainda não são todos os hospitais que utilizam o tratamento (com ajuda da inteligência artificial)”, afirma a neurologista vascular Sheila Martins, fundadora e presidente da Rede Brasileira de AVC.O neurologista Octávio Pontes, professor da Faculdade de Medicina da USP – Ribeirão Preto e coordenador da Rede Nacional de Pesquisa em AVC, afirma que os custos são uma limitação.

“É importante a parceria com empresas com produtos em desenvolvimento para incorporar esses avanços em diagnóstico, prevenção, tratamento e reabilitação de pacientes.”Quem já utiliza os algoritmos contabiliza avanços. O Hospital Israelita Albert Einstein, que usa a tecnologia desde 2019, aponta que alguns benefícios são redução no tempo do atendimento e precisão dos cálculos das áreas de isquemia e área salvável, além da redução da necessidade de ressonâncias magnéticas, uma vez que o exame de perfusão indica as áreas do cérebro que são recuperáveis.

No Hospital de Clínicas de Porto Alegre, como relata Sheila Martins, uma das conquistas é o uso do software de perfusão, capaz de mostrar as áreas do cérebro que já morreram (cor de rosa) e aquelas que estão em sofrimento, mas que podem ser salvas (verde). “Isso é fundamental nos casos em que o paciente chega tarde ao hospital ou não é possível precisar o momento do início dos sintomas. Isso permite tratar mais pacientes”, afirma.

Nelson Fortes é coordenador da neurorradiologia diagnóstica do Hcor, um dos hospitais pioneiros no uso da tecnologia. Ele ressalta a importância de combinar inteligência humana com a artificial. “A máquina não substitui o ser humano. Ela orienta o clínico”, diz. “Nos casos de AVC, nos quais o paciente está inquieto, o movimento pode gerar um falso positivo.”

Tire suas dúvidas

O que é um AVC É quando os vasos sanguíneos que transportam oxigênio e nutrientes ao cérebro se rompem ou são bloqueados por um coágulo. Essa interrupção pode ter duas razões: um entupimento (AVC isquêmico) ou um vazamento nas artérias (hemorrágico). Popularmente denominado de derrame, o AVC responde por 100 mil mortes por ano no Brasil.

É possível remediar? Procure o médico no início súbito de qualquer sintoma. Um rápido atendimento diminui o risco de sequelas. Tempo perdido é cérebro perdido. Ligue imediatamente para o número 192 (do Serviço de Atendimento Médico de Urgência, Samu) ou para o serviço de ambulância de emergência para que possam enviar o atendimento a você.

Os sintomas Fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo; confusão, alteração da fala ou compreensão; alteração na visão (em um ou ambos os olhos); uma alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar normal da pessoa; dor de cabeça súbita, intensa, sem nenhuma causa aparente.

Como é o tratamento Alguns softwares diferenciam os dois tipos de AVC, além de revelar as áreas do cérebro comprometidas e qual a artéria envolvida no processo. A cada minuto perdido em um AVC agudo morrem 2 milhões de neurônios. “Graças a esses equipamentos hoje temos a oportunidade de tratamento”, diz o neurologista João Brainer, da Unifesp.

E a inteligência artificial? Ela não faz parte da maior parte da realidade hospitalar brasileira. A Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo por Diagnóstico por Imagem, gestora da radiologia e diagnóstico por imagem no setor público, está presente em 76 hospitais. Desse total, apenas oito contam com a tecnologia de inteligência artificial, sete em São Paulo e outro em Goiás. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Áreas de exames do Hospital do Servidor Público Municipal são transformadas em espaços lúdicos

Por Portal Hospitais Brasil

Ambientes do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM), em São Paulo, foram revitalizados e receberam novos layouts, no intuito de acolher pacientes que precisam realizar exames. A transformação dos espaços faz parte do projeto ‘Humanização em Hospitais’, realizado pela Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), responsável pela gestão do sistema de diagnóstico por imagem na rede pública, em parceria com a Secretaria do Municipal da Saúde de São Paulo.

Recepção, corredores, salas e hall de preparo para tomografia, salas de raios X e tomógrafos do HSPM foram transformados em paisagens de arvoredos com animais. “Acreditamos que ambientes acolhedores impactam diretamente no comportamento do ser humano, proporcionando maior confiança e segurança durante a realização de exames. Com isso em mente, o projeto vem sendo implementado em diversos hospitais, com o objetivo de humanizar a relação entre os profissionais, o serviço oferecido e, claro, o paciente”, destaca Cristiane Claro, Coordenadora de Relações Institucionais da FIDI.

O projeto ‘Humanização em Hospitais’ teve início em outubro de 2017 e outros dez hospitais já foram transformados para maior conforto e acolhimento dos pacientes. São eles: Hospital Infantil Darcy Vargas, Hospital Infantil Cândido Fontoura, Hospital Geral de Guaianases, Hospital Geral Grajaú, Hospital Estadual do Ipiranga e Conjunto Hospitalar do Mandaqui, em São Paulo, Hospital Infantil Márcia Braido, em São Caetano do Sul, Hospital Estadual de Américo Brasiliense, em Américo Brasiliense, Hospital Materno Infantil (HMI) e Hospital de Doenças Tropicais (HDT), em Goiás.

SP anuncia o retorno das ‘carretas da mamografia’ e começa por Presidente Prudente

Por SBT Interior

Veículos do programa Mulheres de Peito voltam a circular em 8 de setembro, agilizando diagnóstico e tratamento da doença

O Governador João Doria anunciou nesta quarta-feira (25) a retomada da circulação das “carretas da mamografia” para detecção precoce do câncer de mama. A partir do dia 8 de setembro, os veículos do programa estadual Mulheres de Peito voltam a circular pelo estado de São Paulo.

“Com a melhora da pandemia e seguindo protocolos rígidos de combate à COVID-19, as carretas do programa Mulheres de Peito retomam os atendimentos a partir do dia 8 de setembro. Nesta retomada, serão realizados inicialmente 2,2 mil exames de mamografia gratuitos por mês”, afirmou Doria.

A iniciativa oferece mamografias gratuitas e sem necessidade de pedido médico ou agendamento para mulheres de 50 a 69 anos. Basta apresentar RG e cartão SUS para ser atendida. Os dois primeiros destinos serão as cidades de Osasco e Presidente Prudente, ambas a partir do dia 8 do próximo mês. Os veículos permanecerão por 15 dias em cada município.

Caso sejam detectadas alterações no exame ou suspeita de câncer, a paciente será encaminhada a um serviço de referência do SUS para fazer exames complementares, acompanhamento ou tratamento, conforme as particularidades de cada caso.

As pacientes fora da faixa etária preconizada pelo Ministério da Saúde para rastreamento do câncer de mama também podem utilizar o serviço. Neste caso, é preciso apresentar pedido médico, além de RG e cartão SUS.

Os exames de mamografia são realizados de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 13h, exceto feriados. As imagens captadas no exame são encaminhadas para o Serviço Estadual de Diagnóstico por Imagem, serviço da Secretaria que emite laudos à distância, na capital.

Para contribuir com a agilidade e qualidade do diagnóstico, além do mamógrafo, cada carreta possui ultrassom, conversor de imagens analógicas em digitais, impressoras, antenas de satélfite, computadores, mobiliários e sanitários. Há equipe multidisciplinar composta por técnicos em radiologia, profissionais de enfermagem, funcionários administrativos e médico ultrassonografista.

O serviço móvel funciona em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (Fidi), responsável por fornecer equipamentos para auxílio de diagnóstico a diversos hospitais estaduais.

O programa Mulheres de Peito existe desde 2014 e as carretas já percorreram mais de 300 locais, com itinerários preventivamente suspensos no início da pandemia de COVID-19. No total, foram realizadas cerca de 230 mil mamografias, 7 mil ultrassons, 700 biópsias e mais de 2 mil mulheres encaminhadas para exames complementares e/ou início do tratamento oncológico em unidades estaduais especializadas.

Agendamento telefônico

Mulheres com idade entre 50 e 69 anos e que estão há mais de dois anos sem realizar mamografias também podem marcar os exames sem necessidade de pedido médico, gratuitamente, pela central telefônica do programa.

Para agendar, basta telefonar para 0800-779-0000. O agendamento funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Neste caso, os exames não são realizados nas carretas, e sim em um dos cerca de 200 serviços com mamógrafo do SUS de SP.

O call center é uma iniciativa complementar às carretas-itinerantes, que tem como objetivo rastrear ativamente o câncer de mama e incentivar a realização de exames preventivos para detecção da doença.

SP retoma atendimentos das ‘carretas da mamografia’ para detecção do câncer de mama

Por Oncoguia

O Governador João Doria anunciou nesta quarta-feira (25) a retomada da circulação das “carretas da mamografia” para detecção precoce do câncer de mama. A partir do dia 8 de setembro, os veículos do programa estadual Mulheres de Peito voltam a circular pelo estado de São Paulo.

“Com a melhora da pandemia e seguindo protocolos rígidos de combate à COVID-19, as carretas do programa Mulheres de Peito retomam os atendimentos a partir do dia 8 de setembro. Nesta retomada, serão realizados inicialmente 2,2 mil exames de mamografia gratuitos por mês”, afirmou Doria.

A iniciativa oferece mamografias gratuitas e sem necessidade de pedido médico ou agendamento para mulheres de 50 a 69 anos. Basta apresentar RG e cartão SUS para ser atendida. Os dois primeiros destinos serão as cidades de Osasco e Presidente Prudente, ambas a partir do dia 8 do próximo mês. Os veículos permanecerão por 15 dias em cada município.

Caso sejam detectadas alterações no exame ou suspeita de câncer, a paciente será encaminhada a um serviço de referência do SUS para fazer exames complementares, acompanhamento ou tratamento, conforme as particularidades de cada caso.

As pacientes fora da faixa etária preconizada pelo Ministério da Saúde para rastreamento do câncer de mama também podem utilizar o serviço. Neste caso, é preciso apresentar pedido médico, além de RG e cartão SUS.

Os exames de mamografia são realizados de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 13h, exceto feriados. As imagens captadas no exame são encaminhadas para o Serviço Estadual de Diagnóstico por Imagem, serviço da Secretaria que emite laudos à distância, na capital.

Para contribuir com a agilidade e qualidade do diagnóstico, além do mamógrafo, cada carreta possui ultrassom, conversor de imagens analógicas em digitais, impressoras, antenas de satélfite, computadores, mobiliários e sanitários. Há equipe multidisciplinar composta por técnicos em radiologia, profissionais de enfermagem, funcionários administrativos e médico ultrassonografista.

O serviço móvel funciona em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (Fidi), responsável por fornecer equipamentos para auxílio de diagnóstico a diversos hospitais estaduais.

O programa Mulheres de Peito existe desde 2014 e as carretas já percorreram mais de 300 locais, com itinerários preventivamente suspensos no início da pandemia de COVID-19. No total, foram realizadas cerca de 230 mil mamografias, 7 mil ultrassons, 700 biópsias e mais de 2 mil mulheres encaminhadas para exames complementares e/ou início do tratamento oncológico em unidades estaduais especializadas.

Agendamento telefônico

Mulheres com idade entre 50 e 69 anos e que estão há mais de dois anos sem realizar mamografias também podem marcar os exames sem necessidade de pedido médico, gratuitamente, pela central telefônica do programa.

Para agendar, basta telefonar para 0800-779-0000. O agendamento funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Neste caso, os exames não são realizados nas carretas, e sim em um dos cerca de 200 serviços com mamógrafo do SUS de SP.

O call center é uma iniciativa complementar às carretas-itinerantes, que tem como objetivo rastrear ativamente o câncer de mama e incentivar a realização de exames preventivos para detecção da doença.

FIDI abre novas vagas de emprego em São Paulo; saiba mais

Por JC Concursos

As vagas são para as funções de Agente Administrativo, Auxiliar de Enfermagem, Enfermeiro e Técnico de Radiologia

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo da Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), gestora de serviços de diagnóstico por imagem da rede pública, que visa preencher 10 vagas de emprego destinadas a pessoas com deficiência (PCD) para atuação em hospitais da cidade de São Paulo.

As vagas são para as funções de Agente Administrativo, Auxiliar de Enfermagem, Enfermeiro e Técnico de Radiologia. Para áreas técnicas, é necessário estar com o Conselho Regional da categoria ativo. Para o cargo de agente administrativo, é requisito ter ensino médio completo e expertises básicas no pacote Office e de gestão de sistemas e documentos.

Os interessados podem se candidatar por meio da plataforma Gupy, ao acessar os links referentes a cada posição:

FIDI é referência no setor de diagnóstico por imagem e foi fundada em 1985 por médicos professores integrantes do Departamento de Diagnóstico por Imagem da Escola Paulista de Medicina, atual Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).  Mais informações sobre a instituição podem ser obtidas em www.fidi.org.br.

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