Covid-19 fez total de mamografias feitas em hospitais públicos cair 42%, aponta estudo

Por: Coluna da Monica Bergamo Folha de São Paulo

A chegada da Covid-19 no Brasil fez com que o número de mamografias realizadas em hospitais públicos caísse 42% em 2020, em relação a 2019. Os dados são de levantamento da Fidi (Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem) com 43 hospitais públicos em São Paulo e em Goiânia nos quais a entidade atua.

LUPA 
Ainda segundo o estudo, houve aumento desses exames em 2021 — mas ainda não foram alcançados os patamares de 2019. A FIDI registrou crescimento de 27% nos primeiros oito meses do ano, em relação ao mesmo período em 2020.

Do diagnóstico à reabilitação, como a inteligência artificial ajuda os pacientes de AVC

Por Época Negócios

Aplicativos, robôs, algoritmos e softwares que configuram a inteligência artificial fazem análises que o ser humano não consegue

inteligência artificial está sendo cada vez mais utilizada em diagnóstico, tratamento e reabilitação de pacientes após um acidente vascular cerebral (AVC), principal causa mundial de invalidez ao afastar uma a cada seis pessoas de suas atividades.

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), por exemplo, estuda aplicativos para rastrear e prever complicações. Uma delas é a transformação de casos de AVC isquêmico (obstrução dos vasos sanguíneos) em hemorrágico (vazamento do sangue). A partir da coleta de dados de mais de 3 mil pacientes de diversos centros brasileiros e um americano (Columbia University), a pesquisa se tornou referência em vários países e foi premiada pela Academia Brasileira de Neurologia.

Outro estudo aborda a complicação de isquemia cerebral tardia em pacientes com hemorragia subaracnóide (condição geralmente associada a aneurismas cerebrais que se romperam). “A ideia é que esses dados (pressão, temperatura, frequência cardíaca, alterações laboratoriais e dados de doppler transcraniano) gerem um modelo que nos alerte com dias de antecedência sobre risco de complicação”, afirma o pesquisador João Brainer, coorientador do programa de Pós-Graduação em Neurologia e Neurociências da Unifesp.

A universidade pesquisa ainda, de forma inédita no mundo, a identificação da disfagia (dificuldade de engolir alimentos) a partir do reconhecimento da voz. Essas pesquisas tentam minimizar dramas como o da faturista Sandra Schulze, que teve um AVC isquêmico em setembro de 2013. Depois de uma noite de sono pesado, ela, de 52 anos, caiu assim que saiu da cama. Não conseguiu mais se mexer, com o braço esquerdo frio e paralisado.

Foram três dias na UTI, 15 de internação em um hospital em Joinville. Ela ainda faz fisioterapia, mas é grata às profissionais que a ajudaram desde o começo no hospital.A reabilitação dos pacientes, aliás, é o foco de um estudo pioneiro da Fundação Oswaldo Cruz do Ceará com realidade virtual.

Usando os óculos que criam uma realidade paralela e orientado por um profissional de saúde, o paciente simula atividades de cotidiano. Cada movimento é captado por sensores, que formam uma base de dados para avaliar e acompanhar a evolução do tratamento. Também será possível quantificar com precisão informações do espaço, velocidade dos movimentos, angulação dos membros e precisões das ações. Essa nova técnica começará a ser validada clinicamente em outubro no Hospital Geral de Fortaleza, que atende mais de 1,9 mil casos de AVC por ano.

Como funciona

Aplicativos, robôs, algoritmos e softwares que configuram a inteligência artificial fazem análises que o ser humano não consegue. Geralmente, os médicos avaliam duas a três dimensões, como o resultado de exame de um paciente ao longo do tempo.Quando as possibilidades aumentam, o cérebro humano tem dificuldade de processamento. Isso ocorre no caso de variantes genéticas e interação de medicamentos, por exemplo. Aí, a máquina ajuda como reforço ao diagnóstico.

Os sistemas são alimentados com uma “verdade fundamental” – ou um padrão básico a partir do qual as demais decisões são geradas. Se as máquinas são ensinadas que um determinado padrão exibido na imagem é um tumor cerebral, toda vez que for visualizada a mesma anormalidade o sistema irá rotular da mesma maneira.

Mas como elas fazem isso? Essa é uma das questões propostas pelo Centro de Inteligência Artificial (C4AI), parceria entre a Fapesp, a IBM e a USP. Uma das linhas de pesquisa tem relação com “o aprendizado” dos algoritmos. “Os algoritmos conseguem ver coisas que escapam de nós. Queremos saber exatamente como isso acontece”, explica José Krieger, médico, pesquisador do Incor e um dos líderes do projeto.

Outra pesquisa do C4AI estuda a modelagem de AVCs. A partir de eletroencefalogramas (EEGs) do Laboratório de Neuromodulação do Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, os pesquisadores desenvolveram um sistema de classificação de AVC com técnicas de aprendizado de máquina, i, conjunto de técnicas que podem ser transformadas em algoritmos.

Marco Antonio Gutierrez, diretor de TI do Incor, revela que foi utilizada uma base de dados com 200 mil tratados de eletrocardiograma de pacientes. “Depois que os especialistas fizeram os laudos, nós desenvolvemos um algoritmo para aprender a buscar nos tratados as mesmas informações que o especialista procura.”

Casos de sucesso

Avançamos muito nos últimos cinco anos, mas ainda não são todos os hospitais que utilizam o tratamento (com ajuda da inteligência artificial)”, afirma a neurologista vascular Sheila Martins, fundadora e presidente da Rede Brasileira de AVC.O neurologista Octávio Pontes, professor da Faculdade de Medicina da USP – Ribeirão Preto e coordenador da Rede Nacional de Pesquisa em AVC, afirma que os custos são uma limitação.

“É importante a parceria com empresas com produtos em desenvolvimento para incorporar esses avanços em diagnóstico, prevenção, tratamento e reabilitação de pacientes.”Quem já utiliza os algoritmos contabiliza avanços. O Hospital Israelita Albert Einstein, que usa a tecnologia desde 2019, aponta que alguns benefícios são redução no tempo do atendimento e precisão dos cálculos das áreas de isquemia e área salvável, além da redução da necessidade de ressonâncias magnéticas, uma vez que o exame de perfusão indica as áreas do cérebro que são recuperáveis.

No Hospital de Clínicas de Porto Alegre, como relata Sheila Martins, uma das conquistas é o uso do software de perfusão, capaz de mostrar as áreas do cérebro que já morreram (cor de rosa) e aquelas que estão em sofrimento, mas que podem ser salvas (verde). “Isso é fundamental nos casos em que o paciente chega tarde ao hospital ou não é possível precisar o momento do início dos sintomas. Isso permite tratar mais pacientes”, afirma.

Nelson Fortes é coordenador da neurorradiologia diagnóstica do Hcor, um dos hospitais pioneiros no uso da tecnologia. Ele ressalta a importância de combinar inteligência humana com a artificial. “A máquina não substitui o ser humano. Ela orienta o clínico”, diz. “Nos casos de AVC, nos quais o paciente está inquieto, o movimento pode gerar um falso positivo.”

Tire suas dúvidas

O que é um AVC É quando os vasos sanguíneos que transportam oxigênio e nutrientes ao cérebro se rompem ou são bloqueados por um coágulo. Essa interrupção pode ter duas razões: um entupimento (AVC isquêmico) ou um vazamento nas artérias (hemorrágico). Popularmente denominado de derrame, o AVC responde por 100 mil mortes por ano no Brasil.

É possível remediar? Procure o médico no início súbito de qualquer sintoma. Um rápido atendimento diminui o risco de sequelas. Tempo perdido é cérebro perdido. Ligue imediatamente para o número 192 (do Serviço de Atendimento Médico de Urgência, Samu) ou para o serviço de ambulância de emergência para que possam enviar o atendimento a você.

Os sintomas Fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo; confusão, alteração da fala ou compreensão; alteração na visão (em um ou ambos os olhos); uma alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar normal da pessoa; dor de cabeça súbita, intensa, sem nenhuma causa aparente.

Como é o tratamento Alguns softwares diferenciam os dois tipos de AVC, além de revelar as áreas do cérebro comprometidas e qual a artéria envolvida no processo. A cada minuto perdido em um AVC agudo morrem 2 milhões de neurônios. “Graças a esses equipamentos hoje temos a oportunidade de tratamento”, diz o neurologista João Brainer, da Unifesp.

E a inteligência artificial? Ela não faz parte da maior parte da realidade hospitalar brasileira. A Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo por Diagnóstico por Imagem, gestora da radiologia e diagnóstico por imagem no setor público, está presente em 76 hospitais. Desse total, apenas oito contam com a tecnologia de inteligência artificial, sete em São Paulo e outro em Goiás. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Instituições auxiliam na inclusão de pessoas com deficiências

Por Bom Dia SP

Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que 17,3 milhões de brasileiros tem algum tipo de deficiência. As pessoas com deficiência não são menos capacitadas e, assim como todas as outras, possuem direitos e deveres assegurados. Essas milhares de pessoas estão preparadas para mostrar todo o seu potencial.

Na FIDI, buscamos soluções de acessibilidade e discutimos melhorias em todos os ambientes através do nosso Comitê de PcD.

Como o aprendizado nunca para, ontem, os integrantes do comitê participaram de um curso com vivências para dar atendimento adequado à pessoas com deficiência, em parceria com a Rede Lucy Montoro.

Abraçar a diversidade é contribuir com uma sociedade mais saudável.

Assista a reportagem completa clicando aqui.

Áreas de exames do Hospital do Servidor Público Municipal são transformadas em espaços lúdicos

Por Portal Hospitais Brasil

Ambientes do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM), em São Paulo, foram revitalizados e receberam novos layouts, no intuito de acolher pacientes que precisam realizar exames. A transformação dos espaços faz parte do projeto ‘Humanização em Hospitais’, realizado pela Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), responsável pela gestão do sistema de diagnóstico por imagem na rede pública, em parceria com a Secretaria do Municipal da Saúde de São Paulo.

Recepção, corredores, salas e hall de preparo para tomografia, salas de raios X e tomógrafos do HSPM foram transformados em paisagens de arvoredos com animais. “Acreditamos que ambientes acolhedores impactam diretamente no comportamento do ser humano, proporcionando maior confiança e segurança durante a realização de exames. Com isso em mente, o projeto vem sendo implementado em diversos hospitais, com o objetivo de humanizar a relação entre os profissionais, o serviço oferecido e, claro, o paciente”, destaca Cristiane Claro, Coordenadora de Relações Institucionais da FIDI.

O projeto ‘Humanização em Hospitais’ teve início em outubro de 2017 e outros dez hospitais já foram transformados para maior conforto e acolhimento dos pacientes. São eles: Hospital Infantil Darcy Vargas, Hospital Infantil Cândido Fontoura, Hospital Geral de Guaianases, Hospital Geral Grajaú, Hospital Estadual do Ipiranga e Conjunto Hospitalar do Mandaqui, em São Paulo, Hospital Infantil Márcia Braido, em São Caetano do Sul, Hospital Estadual de Américo Brasiliense, em Américo Brasiliense, Hospital Materno Infantil (HMI) e Hospital de Doenças Tropicais (HDT), em Goiás.

SP anuncia o retorno das ‘carretas da mamografia’ e começa por Presidente Prudente

Por SBT Interior

Veículos do programa Mulheres de Peito voltam a circular em 8 de setembro, agilizando diagnóstico e tratamento da doença

O Governador João Doria anunciou nesta quarta-feira (25) a retomada da circulação das “carretas da mamografia” para detecção precoce do câncer de mama. A partir do dia 8 de setembro, os veículos do programa estadual Mulheres de Peito voltam a circular pelo estado de São Paulo.

“Com a melhora da pandemia e seguindo protocolos rígidos de combate à COVID-19, as carretas do programa Mulheres de Peito retomam os atendimentos a partir do dia 8 de setembro. Nesta retomada, serão realizados inicialmente 2,2 mil exames de mamografia gratuitos por mês”, afirmou Doria.

A iniciativa oferece mamografias gratuitas e sem necessidade de pedido médico ou agendamento para mulheres de 50 a 69 anos. Basta apresentar RG e cartão SUS para ser atendida. Os dois primeiros destinos serão as cidades de Osasco e Presidente Prudente, ambas a partir do dia 8 do próximo mês. Os veículos permanecerão por 15 dias em cada município.

Caso sejam detectadas alterações no exame ou suspeita de câncer, a paciente será encaminhada a um serviço de referência do SUS para fazer exames complementares, acompanhamento ou tratamento, conforme as particularidades de cada caso.

As pacientes fora da faixa etária preconizada pelo Ministério da Saúde para rastreamento do câncer de mama também podem utilizar o serviço. Neste caso, é preciso apresentar pedido médico, além de RG e cartão SUS.

Os exames de mamografia são realizados de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 13h, exceto feriados. As imagens captadas no exame são encaminhadas para o Serviço Estadual de Diagnóstico por Imagem, serviço da Secretaria que emite laudos à distância, na capital.

Para contribuir com a agilidade e qualidade do diagnóstico, além do mamógrafo, cada carreta possui ultrassom, conversor de imagens analógicas em digitais, impressoras, antenas de satélfite, computadores, mobiliários e sanitários. Há equipe multidisciplinar composta por técnicos em radiologia, profissionais de enfermagem, funcionários administrativos e médico ultrassonografista.

O serviço móvel funciona em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (Fidi), responsável por fornecer equipamentos para auxílio de diagnóstico a diversos hospitais estaduais.

O programa Mulheres de Peito existe desde 2014 e as carretas já percorreram mais de 300 locais, com itinerários preventivamente suspensos no início da pandemia de COVID-19. No total, foram realizadas cerca de 230 mil mamografias, 7 mil ultrassons, 700 biópsias e mais de 2 mil mulheres encaminhadas para exames complementares e/ou início do tratamento oncológico em unidades estaduais especializadas.

Agendamento telefônico

Mulheres com idade entre 50 e 69 anos e que estão há mais de dois anos sem realizar mamografias também podem marcar os exames sem necessidade de pedido médico, gratuitamente, pela central telefônica do programa.

Para agendar, basta telefonar para 0800-779-0000. O agendamento funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Neste caso, os exames não são realizados nas carretas, e sim em um dos cerca de 200 serviços com mamógrafo do SUS de SP.

O call center é uma iniciativa complementar às carretas-itinerantes, que tem como objetivo rastrear ativamente o câncer de mama e incentivar a realização de exames preventivos para detecção da doença.

SP retoma atendimentos das ‘carretas da mamografia’ para detecção do câncer de mama

Por Oncoguia

O Governador João Doria anunciou nesta quarta-feira (25) a retomada da circulação das “carretas da mamografia” para detecção precoce do câncer de mama. A partir do dia 8 de setembro, os veículos do programa estadual Mulheres de Peito voltam a circular pelo estado de São Paulo.

“Com a melhora da pandemia e seguindo protocolos rígidos de combate à COVID-19, as carretas do programa Mulheres de Peito retomam os atendimentos a partir do dia 8 de setembro. Nesta retomada, serão realizados inicialmente 2,2 mil exames de mamografia gratuitos por mês”, afirmou Doria.

A iniciativa oferece mamografias gratuitas e sem necessidade de pedido médico ou agendamento para mulheres de 50 a 69 anos. Basta apresentar RG e cartão SUS para ser atendida. Os dois primeiros destinos serão as cidades de Osasco e Presidente Prudente, ambas a partir do dia 8 do próximo mês. Os veículos permanecerão por 15 dias em cada município.

Caso sejam detectadas alterações no exame ou suspeita de câncer, a paciente será encaminhada a um serviço de referência do SUS para fazer exames complementares, acompanhamento ou tratamento, conforme as particularidades de cada caso.

As pacientes fora da faixa etária preconizada pelo Ministério da Saúde para rastreamento do câncer de mama também podem utilizar o serviço. Neste caso, é preciso apresentar pedido médico, além de RG e cartão SUS.

Os exames de mamografia são realizados de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 13h, exceto feriados. As imagens captadas no exame são encaminhadas para o Serviço Estadual de Diagnóstico por Imagem, serviço da Secretaria que emite laudos à distância, na capital.

Para contribuir com a agilidade e qualidade do diagnóstico, além do mamógrafo, cada carreta possui ultrassom, conversor de imagens analógicas em digitais, impressoras, antenas de satélfite, computadores, mobiliários e sanitários. Há equipe multidisciplinar composta por técnicos em radiologia, profissionais de enfermagem, funcionários administrativos e médico ultrassonografista.

O serviço móvel funciona em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (Fidi), responsável por fornecer equipamentos para auxílio de diagnóstico a diversos hospitais estaduais.

O programa Mulheres de Peito existe desde 2014 e as carretas já percorreram mais de 300 locais, com itinerários preventivamente suspensos no início da pandemia de COVID-19. No total, foram realizadas cerca de 230 mil mamografias, 7 mil ultrassons, 700 biópsias e mais de 2 mil mulheres encaminhadas para exames complementares e/ou início do tratamento oncológico em unidades estaduais especializadas.

Agendamento telefônico

Mulheres com idade entre 50 e 69 anos e que estão há mais de dois anos sem realizar mamografias também podem marcar os exames sem necessidade de pedido médico, gratuitamente, pela central telefônica do programa.

Para agendar, basta telefonar para 0800-779-0000. O agendamento funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Neste caso, os exames não são realizados nas carretas, e sim em um dos cerca de 200 serviços com mamógrafo do SUS de SP.

O call center é uma iniciativa complementar às carretas-itinerantes, que tem como objetivo rastrear ativamente o câncer de mama e incentivar a realização de exames preventivos para detecção da doença.

FIDI abre novas vagas de emprego em São Paulo; saiba mais

Por JC Concursos

As vagas são para as funções de Agente Administrativo, Auxiliar de Enfermagem, Enfermeiro e Técnico de Radiologia

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo da Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), gestora de serviços de diagnóstico por imagem da rede pública, que visa preencher 10 vagas de emprego destinadas a pessoas com deficiência (PCD) para atuação em hospitais da cidade de São Paulo.

As vagas são para as funções de Agente Administrativo, Auxiliar de Enfermagem, Enfermeiro e Técnico de Radiologia. Para áreas técnicas, é necessário estar com o Conselho Regional da categoria ativo. Para o cargo de agente administrativo, é requisito ter ensino médio completo e expertises básicas no pacote Office e de gestão de sistemas e documentos.

Os interessados podem se candidatar por meio da plataforma Gupy, ao acessar os links referentes a cada posição:

FIDI é referência no setor de diagnóstico por imagem e foi fundada em 1985 por médicos professores integrantes do Departamento de Diagnóstico por Imagem da Escola Paulista de Medicina, atual Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).  Mais informações sobre a instituição podem ser obtidas em www.fidi.org.br.

Artigo alerta sobre síndrome respiratória associada à Covid-19 e outras infecções virais

Por Portal Hospitais Brasil

A síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) é uma complicação respiratória associada muitas vezes ao agravamento de alguma infecção viral. Segundo artigo publicado recentemente na revista científica The Lancet, por especialistas dos Estados Unidos e da Alemanha, em decorrência da pandemia da Covid-19, o número de casos aumentou consideravelmente desde o ano passado, o que destacou os desafios associados a síndrome, incluindo a alta mortalidade.

Identificada nas radiografias de tórax por imagens opacas em ambos os pulmões, o artigo explica que a SDRA é mais comum do que se acreditava inicialmente. Em 2016, um estudo com 459 pacientes na unidade de terapia intensiva (UTI) de 50 países apontou que 10% desses pacientes e 23% dos pacientes em ventilação mecânica se encaixavam nos critérios da doença, além de terem apresentado alta taxa de mortalidade hospitalar (35%-45%).

Com a pandemia global da Covid-19, a SDRA começou a ser mais discutida, já que muitos centros clínicos ficaram sobrecarregados com pacientes diagnosticados com a forma grave doença, ou seja, associada a SDRA, afirmam os pesquisadores Nuala J Meyer, da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia (EUA), Luciano Gattinoni, do Centro Médico da Universidade de Göttingen (AL), e Carolyn S Calfee, da Universidade da Califórnia (EUA).

Ainda segundo artigo, relatórios apontaram características únicas da síndrome quando relacionada a Covid-19, embora existam dados que sugerem semelhança com a SDRA clássica. Os relatos revelam também uma alta prevalência de trombose venosa e coagulopatia na síndrome associada ao Sars-Cov-2.

Apesar de ter sido observada redução da mortalidade associada à SDRA nos últimos anos, devido à diminuição das lesões pulmonares induzidas por ventilação mecânica, a mortalidade ainda é alta, situando-se em torno de 40%. “Neste contexto, o reconhecimento precoce por meio dos critérios clínicos e radiológicos, bem como o tratamento correto da SDRA, são essenciais para preservar a saúde dos pacientes”, explica Igor Santos, médico radiologista e Superintendente de Inovação e Dados da Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), empresa responsável por gerir sistemas de diagnóstico por imagem na rede pública de saúde.

Para a SDRA ser diagnosticada, os problemas respiratórios, assim como anormalidades radiográficas, devem estar presentes por até 7 dias. Com a suspeita baseada nos critérios clínicos, a radiografia de tórax é o método de imagem inicial para complementar o diagnóstico. Já a tomografia de tórax pode substituir ou adicionar mais informações aos achados radiográficos, também sendo útil para quantificar o edema e o potencial recrutamento de parênquima pulmonar.

“Nela, é possível observar opacidades bilaterais consistentes com edema pulmonar, além de melhor identificar as opacidades que podem ser confundidas com a SDRA na radiolografia de tórax, como derrames pleurais isolados, atelectasias ou tumores”, pontua o médico.

Trata-se de uma doença grave e desafiadora, com diversos fatores de risco, como pneumonia e sepse de origem não-pulmonar, seguidos pela aspiração de conteúdo gástrico, sem contar o altíssimo índice de mortalidade. Porém, o tratamento pode ajudar a reparar os danos pulmonares ou limitar a resposta do organismo à lesão, por exemplo, ao reduzir qualquer excesso de líquido que possa se acumular em volta dos pulmões lesionados, segundo artigo publicado na The Lancet.

Referências:

1 Nuala J Meyer, Luciano Gattinoni, Carolyn S Calfee. Acute Respiratory Distress Syndrome. The Lancet; Julho de 2021.

Reação de vacina da Covid pode ser confundida erroneamente com câncer

Por Oncoguia

Com o aumento do número de pessoas vacinadas contra o coronavírus SARS-CoV-2, a tendência é de que mais casos de reações adversas, independente do grau, sejam relatados. Até agora, os efeitos mais comuns da vacinação contra a COVID-19 são: febre; mal-estar; e dor de cabeça. No entanto, algumas reações fogem desse “lugar-comum” e podem ser diagnosticadas, de forma equivocada, como uma suspeita de câncer de mama.  

De acordo com estudo publicado na revista científica American Journal of Roentgenology, foram observados casos de linfonodos axilares — inchaço nas axilas — após aplicação da primeira e/ou da segunda doses das vacinas de mRNA (RNA mensageiro) contra a COVID-19 em alguns pacientes. No entanto, os relatos de alteração na região e o aparecimento dos linfonodos acenderam um alerta em mulheres e centros de imagem, já que o quadro poderia ser entendido como uma suspeita de câncer de mama.

Reação à vacina X câncer de mama  

A confusão entre a reação adversa e o câncer de mama ocorre porque pode surgir um inchaço na região da axila, o que acaba sendo confundido com um linfoma cancerígeno. Segundo os estudos, esta reação foi identificada nos casos dos imunizantes da Moderna e da Pfizer/BioNTech. 

No levantamento, 11,6% dos imunizados com a fórmula da farmacêutica Moderna relataram nódulos linfáticos inchados após a primeira dose e 16% observaram o sintoma após a segunda dose. Agora, nos vacinados com a vacina da Pfizer/BioNTech, a taxa foi de apenas 0,3% ao longo do processo todo.

“É comum que os gânglios linfáticos apareçam no mesmo lado em que a vacina foi aplicada, como efeito colateral, em até 4 semanas após o recebimento de uma ou das duas doses”, explica Vivian Milani, médica radiologista especializada em mamas da Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI). Inclusive, estes casos podem aparecer em exames de imagem como mamografias, tomografias computadorizadas ou ressonância magnética, sendo confundidos com falsos tumores.

Após identificar o gânglio, o que fazer?

No entanto, é necessário cautela ao se descobrir esses nódulos. “A resposta imunológica à vacina não indica alterações mamárias, muito pelo contrário. Trata-se de um acontecimento normal enquanto o corpo está construindo uma resposta imunológica para combater o vírus”, afirma a radiologista.

De acordo com estudo sobre a reação, pacientes que observarem alguma reação do tipo, podem procurar seu médico para uma avaliação, mas a conduta a ser realizada é aguardar entre 4 e 6 semanas para realizar um novo exame de imagem e confirmar se os nódulos axilares desapareceram ou involuíram.

Exames para câncer de mama

Sobre o câncer de mama, Milani ressalta a importância de que mulheres com mais de 40 anos realizem, anualmente, a mamografia. Antes desta idade, o indicado é passar pelo ultrassom também anual das mamas. Além desses exames, o autoexame é um importante aliado na prevenção. Com essas estratégias, é possível ter maior segurança contra a doença.

No atual cenário da pandemia da COVID-19 e da vacinação em massa, a radiologista destaca a importância de centros de imagem verificarem se as pessoas foram vacinadas antes da realização de exames, no intuito de evitar o susto com possíveis linfonodos axilares. Dessa forma, é possível evitar surpresas desagradáveis para as pacientes.

Nas últimas semanas, foram publicados dois artigos no American Journal of Roentgenology (AJR) sobre a reação adversa da vacinação de mRNA que pode ser confundida com câncer de mama. 

FIDI e Américas Amigas promovem curso gratuitos para técnicos em mamografia

Por Medicina S/A

A Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), responsável por gerir sistemas de diagnóstico por imagem em 74 unidades na rede pública de saúde, promove junto a ONG Américas Amigas, que tem como um de seus pilares de atuação a capacitação e treinamento de profissionais da saúde da área de câncer de mama, um curso online e gratuito de aperfeiçoamento em mamografia. A parceria entre as instituições visa melhorar a qualidade do exame mamográfico realizado por técnicos em mamografia de hospitais públicos e filantrópicos de todo o Brasil.

Inicialmente, 10 turmas serão abertas, com 30 profissionais em cada, mas caso a demanda seja maior, novas turmas serão disponibilizadas para aqueles que realizaram o cadastro e não conseguiram garantir uma vaga. Em 2021, cerca de 300 técnicos serão treinados e estarão mais preparados para realizar exames com qualidade.

Para se inscrever é necessário ser técnico em radiologia, com especialização em mamografia, registrado pelo Conselho Regional de Técnicos em Radiologia (CRTR) e atuar em hospital público ou filantrópico. O curso completo tem duração de três horas e o profissional inscrito possui 45 dias para concluí-lo no sistema. Caso haja interesse, basta acessar https://www.americasamigas.org.br/treinamento-e-capacitacao e selecionar o “modo online” do curso para concluir o cadastro.