Covid-19 fez total de mamografias feitas em hospitais públicos cair 42%, aponta estudo

Por: Coluna da Monica Bergamo Folha de São Paulo

A chegada da Covid-19 no Brasil fez com que o número de mamografias realizadas em hospitais públicos caísse 42% em 2020, em relação a 2019. Os dados são de levantamento da Fidi (Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem) com 43 hospitais públicos em São Paulo e em Goiânia nos quais a entidade atua.

LUPA 
Ainda segundo o estudo, houve aumento desses exames em 2021 — mas ainda não foram alcançados os patamares de 2019. A FIDI registrou crescimento de 27% nos primeiros oito meses do ano, em relação ao mesmo período em 2020.

Do diagnóstico à reabilitação, como a inteligência artificial ajuda os pacientes de AVC

Por Época Negócios

Aplicativos, robôs, algoritmos e softwares que configuram a inteligência artificial fazem análises que o ser humano não consegue

inteligência artificial está sendo cada vez mais utilizada em diagnóstico, tratamento e reabilitação de pacientes após um acidente vascular cerebral (AVC), principal causa mundial de invalidez ao afastar uma a cada seis pessoas de suas atividades.

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), por exemplo, estuda aplicativos para rastrear e prever complicações. Uma delas é a transformação de casos de AVC isquêmico (obstrução dos vasos sanguíneos) em hemorrágico (vazamento do sangue). A partir da coleta de dados de mais de 3 mil pacientes de diversos centros brasileiros e um americano (Columbia University), a pesquisa se tornou referência em vários países e foi premiada pela Academia Brasileira de Neurologia.

Outro estudo aborda a complicação de isquemia cerebral tardia em pacientes com hemorragia subaracnóide (condição geralmente associada a aneurismas cerebrais que se romperam). “A ideia é que esses dados (pressão, temperatura, frequência cardíaca, alterações laboratoriais e dados de doppler transcraniano) gerem um modelo que nos alerte com dias de antecedência sobre risco de complicação”, afirma o pesquisador João Brainer, coorientador do programa de Pós-Graduação em Neurologia e Neurociências da Unifesp.

A universidade pesquisa ainda, de forma inédita no mundo, a identificação da disfagia (dificuldade de engolir alimentos) a partir do reconhecimento da voz. Essas pesquisas tentam minimizar dramas como o da faturista Sandra Schulze, que teve um AVC isquêmico em setembro de 2013. Depois de uma noite de sono pesado, ela, de 52 anos, caiu assim que saiu da cama. Não conseguiu mais se mexer, com o braço esquerdo frio e paralisado.

Foram três dias na UTI, 15 de internação em um hospital em Joinville. Ela ainda faz fisioterapia, mas é grata às profissionais que a ajudaram desde o começo no hospital.A reabilitação dos pacientes, aliás, é o foco de um estudo pioneiro da Fundação Oswaldo Cruz do Ceará com realidade virtual.

Usando os óculos que criam uma realidade paralela e orientado por um profissional de saúde, o paciente simula atividades de cotidiano. Cada movimento é captado por sensores, que formam uma base de dados para avaliar e acompanhar a evolução do tratamento. Também será possível quantificar com precisão informações do espaço, velocidade dos movimentos, angulação dos membros e precisões das ações. Essa nova técnica começará a ser validada clinicamente em outubro no Hospital Geral de Fortaleza, que atende mais de 1,9 mil casos de AVC por ano.

Como funciona

Aplicativos, robôs, algoritmos e softwares que configuram a inteligência artificial fazem análises que o ser humano não consegue. Geralmente, os médicos avaliam duas a três dimensões, como o resultado de exame de um paciente ao longo do tempo.Quando as possibilidades aumentam, o cérebro humano tem dificuldade de processamento. Isso ocorre no caso de variantes genéticas e interação de medicamentos, por exemplo. Aí, a máquina ajuda como reforço ao diagnóstico.

Os sistemas são alimentados com uma “verdade fundamental” – ou um padrão básico a partir do qual as demais decisões são geradas. Se as máquinas são ensinadas que um determinado padrão exibido na imagem é um tumor cerebral, toda vez que for visualizada a mesma anormalidade o sistema irá rotular da mesma maneira.

Mas como elas fazem isso? Essa é uma das questões propostas pelo Centro de Inteligência Artificial (C4AI), parceria entre a Fapesp, a IBM e a USP. Uma das linhas de pesquisa tem relação com “o aprendizado” dos algoritmos. “Os algoritmos conseguem ver coisas que escapam de nós. Queremos saber exatamente como isso acontece”, explica José Krieger, médico, pesquisador do Incor e um dos líderes do projeto.

Outra pesquisa do C4AI estuda a modelagem de AVCs. A partir de eletroencefalogramas (EEGs) do Laboratório de Neuromodulação do Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, os pesquisadores desenvolveram um sistema de classificação de AVC com técnicas de aprendizado de máquina, i, conjunto de técnicas que podem ser transformadas em algoritmos.

Marco Antonio Gutierrez, diretor de TI do Incor, revela que foi utilizada uma base de dados com 200 mil tratados de eletrocardiograma de pacientes. “Depois que os especialistas fizeram os laudos, nós desenvolvemos um algoritmo para aprender a buscar nos tratados as mesmas informações que o especialista procura.”

Casos de sucesso

Avançamos muito nos últimos cinco anos, mas ainda não são todos os hospitais que utilizam o tratamento (com ajuda da inteligência artificial)”, afirma a neurologista vascular Sheila Martins, fundadora e presidente da Rede Brasileira de AVC.O neurologista Octávio Pontes, professor da Faculdade de Medicina da USP – Ribeirão Preto e coordenador da Rede Nacional de Pesquisa em AVC, afirma que os custos são uma limitação.

“É importante a parceria com empresas com produtos em desenvolvimento para incorporar esses avanços em diagnóstico, prevenção, tratamento e reabilitação de pacientes.”Quem já utiliza os algoritmos contabiliza avanços. O Hospital Israelita Albert Einstein, que usa a tecnologia desde 2019, aponta que alguns benefícios são redução no tempo do atendimento e precisão dos cálculos das áreas de isquemia e área salvável, além da redução da necessidade de ressonâncias magnéticas, uma vez que o exame de perfusão indica as áreas do cérebro que são recuperáveis.

No Hospital de Clínicas de Porto Alegre, como relata Sheila Martins, uma das conquistas é o uso do software de perfusão, capaz de mostrar as áreas do cérebro que já morreram (cor de rosa) e aquelas que estão em sofrimento, mas que podem ser salvas (verde). “Isso é fundamental nos casos em que o paciente chega tarde ao hospital ou não é possível precisar o momento do início dos sintomas. Isso permite tratar mais pacientes”, afirma.

Nelson Fortes é coordenador da neurorradiologia diagnóstica do Hcor, um dos hospitais pioneiros no uso da tecnologia. Ele ressalta a importância de combinar inteligência humana com a artificial. “A máquina não substitui o ser humano. Ela orienta o clínico”, diz. “Nos casos de AVC, nos quais o paciente está inquieto, o movimento pode gerar um falso positivo.”

Tire suas dúvidas

O que é um AVC É quando os vasos sanguíneos que transportam oxigênio e nutrientes ao cérebro se rompem ou são bloqueados por um coágulo. Essa interrupção pode ter duas razões: um entupimento (AVC isquêmico) ou um vazamento nas artérias (hemorrágico). Popularmente denominado de derrame, o AVC responde por 100 mil mortes por ano no Brasil.

É possível remediar? Procure o médico no início súbito de qualquer sintoma. Um rápido atendimento diminui o risco de sequelas. Tempo perdido é cérebro perdido. Ligue imediatamente para o número 192 (do Serviço de Atendimento Médico de Urgência, Samu) ou para o serviço de ambulância de emergência para que possam enviar o atendimento a você.

Os sintomas Fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo; confusão, alteração da fala ou compreensão; alteração na visão (em um ou ambos os olhos); uma alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar normal da pessoa; dor de cabeça súbita, intensa, sem nenhuma causa aparente.

Como é o tratamento Alguns softwares diferenciam os dois tipos de AVC, além de revelar as áreas do cérebro comprometidas e qual a artéria envolvida no processo. A cada minuto perdido em um AVC agudo morrem 2 milhões de neurônios. “Graças a esses equipamentos hoje temos a oportunidade de tratamento”, diz o neurologista João Brainer, da Unifesp.

E a inteligência artificial? Ela não faz parte da maior parte da realidade hospitalar brasileira. A Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo por Diagnóstico por Imagem, gestora da radiologia e diagnóstico por imagem no setor público, está presente em 76 hospitais. Desse total, apenas oito contam com a tecnologia de inteligência artificial, sete em São Paulo e outro em Goiás. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Áreas de exames do Hospital do Servidor Público Municipal são transformadas em espaços lúdicos

Por Portal Hospitais Brasil

Ambientes do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM), em São Paulo, foram revitalizados e receberam novos layouts, no intuito de acolher pacientes que precisam realizar exames. A transformação dos espaços faz parte do projeto ‘Humanização em Hospitais’, realizado pela Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), responsável pela gestão do sistema de diagnóstico por imagem na rede pública, em parceria com a Secretaria do Municipal da Saúde de São Paulo.

Recepção, corredores, salas e hall de preparo para tomografia, salas de raios X e tomógrafos do HSPM foram transformados em paisagens de arvoredos com animais. “Acreditamos que ambientes acolhedores impactam diretamente no comportamento do ser humano, proporcionando maior confiança e segurança durante a realização de exames. Com isso em mente, o projeto vem sendo implementado em diversos hospitais, com o objetivo de humanizar a relação entre os profissionais, o serviço oferecido e, claro, o paciente”, destaca Cristiane Claro, Coordenadora de Relações Institucionais da FIDI.

O projeto ‘Humanização em Hospitais’ teve início em outubro de 2017 e outros dez hospitais já foram transformados para maior conforto e acolhimento dos pacientes. São eles: Hospital Infantil Darcy Vargas, Hospital Infantil Cândido Fontoura, Hospital Geral de Guaianases, Hospital Geral Grajaú, Hospital Estadual do Ipiranga e Conjunto Hospitalar do Mandaqui, em São Paulo, Hospital Infantil Márcia Braido, em São Caetano do Sul, Hospital Estadual de Américo Brasiliense, em Américo Brasiliense, Hospital Materno Infantil (HMI) e Hospital de Doenças Tropicais (HDT), em Goiás.

SP anuncia o retorno das ‘carretas da mamografia’ e começa por Presidente Prudente

Por SBT Interior

Veículos do programa Mulheres de Peito voltam a circular em 8 de setembro, agilizando diagnóstico e tratamento da doença

O Governador João Doria anunciou nesta quarta-feira (25) a retomada da circulação das “carretas da mamografia” para detecção precoce do câncer de mama. A partir do dia 8 de setembro, os veículos do programa estadual Mulheres de Peito voltam a circular pelo estado de São Paulo.

“Com a melhora da pandemia e seguindo protocolos rígidos de combate à COVID-19, as carretas do programa Mulheres de Peito retomam os atendimentos a partir do dia 8 de setembro. Nesta retomada, serão realizados inicialmente 2,2 mil exames de mamografia gratuitos por mês”, afirmou Doria.

A iniciativa oferece mamografias gratuitas e sem necessidade de pedido médico ou agendamento para mulheres de 50 a 69 anos. Basta apresentar RG e cartão SUS para ser atendida. Os dois primeiros destinos serão as cidades de Osasco e Presidente Prudente, ambas a partir do dia 8 do próximo mês. Os veículos permanecerão por 15 dias em cada município.

Caso sejam detectadas alterações no exame ou suspeita de câncer, a paciente será encaminhada a um serviço de referência do SUS para fazer exames complementares, acompanhamento ou tratamento, conforme as particularidades de cada caso.

As pacientes fora da faixa etária preconizada pelo Ministério da Saúde para rastreamento do câncer de mama também podem utilizar o serviço. Neste caso, é preciso apresentar pedido médico, além de RG e cartão SUS.

Os exames de mamografia são realizados de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 13h, exceto feriados. As imagens captadas no exame são encaminhadas para o Serviço Estadual de Diagnóstico por Imagem, serviço da Secretaria que emite laudos à distância, na capital.

Para contribuir com a agilidade e qualidade do diagnóstico, além do mamógrafo, cada carreta possui ultrassom, conversor de imagens analógicas em digitais, impressoras, antenas de satélfite, computadores, mobiliários e sanitários. Há equipe multidisciplinar composta por técnicos em radiologia, profissionais de enfermagem, funcionários administrativos e médico ultrassonografista.

O serviço móvel funciona em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (Fidi), responsável por fornecer equipamentos para auxílio de diagnóstico a diversos hospitais estaduais.

O programa Mulheres de Peito existe desde 2014 e as carretas já percorreram mais de 300 locais, com itinerários preventivamente suspensos no início da pandemia de COVID-19. No total, foram realizadas cerca de 230 mil mamografias, 7 mil ultrassons, 700 biópsias e mais de 2 mil mulheres encaminhadas para exames complementares e/ou início do tratamento oncológico em unidades estaduais especializadas.

Agendamento telefônico

Mulheres com idade entre 50 e 69 anos e que estão há mais de dois anos sem realizar mamografias também podem marcar os exames sem necessidade de pedido médico, gratuitamente, pela central telefônica do programa.

Para agendar, basta telefonar para 0800-779-0000. O agendamento funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Neste caso, os exames não são realizados nas carretas, e sim em um dos cerca de 200 serviços com mamógrafo do SUS de SP.

O call center é uma iniciativa complementar às carretas-itinerantes, que tem como objetivo rastrear ativamente o câncer de mama e incentivar a realização de exames preventivos para detecção da doença.

FIDI abre novas vagas de emprego em São Paulo; saiba mais

Por JC Concursos

As vagas são para as funções de Agente Administrativo, Auxiliar de Enfermagem, Enfermeiro e Técnico de Radiologia

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo da Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), gestora de serviços de diagnóstico por imagem da rede pública, que visa preencher 10 vagas de emprego destinadas a pessoas com deficiência (PCD) para atuação em hospitais da cidade de São Paulo.

As vagas são para as funções de Agente Administrativo, Auxiliar de Enfermagem, Enfermeiro e Técnico de Radiologia. Para áreas técnicas, é necessário estar com o Conselho Regional da categoria ativo. Para o cargo de agente administrativo, é requisito ter ensino médio completo e expertises básicas no pacote Office e de gestão de sistemas e documentos.

Os interessados podem se candidatar por meio da plataforma Gupy, ao acessar os links referentes a cada posição:

FIDI é referência no setor de diagnóstico por imagem e foi fundada em 1985 por médicos professores integrantes do Departamento de Diagnóstico por Imagem da Escola Paulista de Medicina, atual Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).  Mais informações sobre a instituição podem ser obtidas em www.fidi.org.br.

O papel das filantrópicas na transformação da saúde

Por Medicina S/A –  Marcelo Cunha

O acesso universal a saúde para todos é um direito antigo, que vem sendo garantido por meio de uma revolução na assistência do setor, que traz aplicações que contribuem diariamente com a vida dos brasileiros: o Sistema Único de Saúde (SUS). Em números oficiais, o SUS é o único sistema de saúde pública do mundo que atende mais de 190 milhões de pessoas, com 80% delas dependendo exclusivamente do programa para qualquer tipo de atendimento. E instituições filantrópicas, ou seja, entidades sem fins lucrativos, com o objetivo de propagar ações de interesse público, atuam junto ao sistema para promover esse direito à população.

Atualmente, cerca de 2,6 mil delas existem no Brasil, de acordo com dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Essas entidades são de direito privado, porém sem fins lucrativos, e prestam grandes serviços aos 900 municípios brasileiros que não são atendidos por nenhuma esfera governamental na saúde e na educação, segundo dados do Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas (FONIF).

Como é o caso da Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI) que, devido ao seu compromisso integral com a saúde, destina 100% de seus recursos em assistência médica aos indivíduos que utilizam o SUS, por meio do desenvolvimento de soluções de diagnóstico por imagem, realização de atividades de ensino, pesquisa e extensão médico-científica, ações sociais e filantrópicas.

Desde sua criação, há 36 anos, a FIDI vem organizando sua estrutura e desenvolvendo mecanismos de transparência, planejamento e execução das ações, para que sejam efetivas e beneficiem quem realmente necessita. Com isso em mente e reforçando seu papel e compromisso com a saúde da população, a instituição realiza ao longo do ano, em todas suas unidades e comunidades em que está presente, projetos de relevância social.

De acordo com outra pesquisa realizada pelo FONIF, a cada R$ 1 investido pelo Estado no setor com as imunidades fiscais, a contrapartida real é de R$ 7,39 em benefícios entregues aos brasileiros. Nos últimos 3 anos, a FIDI investiu mais de R$ 1 milhão em ações sociais e institucionais da fundação.

E não é de hoje que as campanhas de saúde da fundação são referências quando falamos na promoção da conscientização da população acerca da prevenção de doenças. A campanha Todos Pelo Rosa, por exemplo, acontece no intuito de diagnosticar precocemente o câncer de mama.

Desde 2018, quando teve início, a FIDI realizou gratuitamente mais de 2 mil mamografias, 300 ultrassonografias de mamas, 340 exames complementares e 41 biópsias. Além disso, o câncer de mama foi diagnosticado em 40 mulheres, que foram encaminhadas para o respectivo tratamento na rede pública. Quando a campanha acontece, mulheres de diversos munícipios vêm à São Paulo para realizar os exames, tamanha a carência de possibilidades no país.

E a carência não está somente na saúde, mas também na educação. Exatamente por isso, a fundação estabeleceu um compromisso com a capacitação e formação de novos profissionais ao instituir o projeto Mundo do Trabalho, que visa orientar jovens em fase pré-vestibular sobre as possibilidades de caminhos profissionais, por meio de histórias de colaboradores da instituição, que explicam um pouco mais sobre suas áreas e atividades.

Além destas, a FIDI vem sempre trabalhando em busca de ações que colaborem com o bem-estar da população, como é o caso das demais campanha de saúde como Novembro Azul, assim como o Projeto Humanização em Hospitais, que visa levar mais cores e leveza às salas de exames de diversos hospitais dos estados de São Paulo e Goiás.

Por fim, as instituições filantrópicas são parte fundamental do sistema de saúde público brasileiro, uma vez que além de serem genuínas para o exercício da cidadania, também complementam os governos municipais, estaduais e federal para promover o acesso universal à saúde, conforme estabelecido pela Constituição.

Com isso em mente, é essencial que, assim como a FIDI, entidades compreendam a importância da filantropia no processo de transformação da saúde no país, no intuito de proporcionar e, principalmente, garantir saúde de qualidade à toda população brasileira.


*Marcelo Cunha é CEO da Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI).

Busca por exames essenciais entre mulheres tem queda na rede pública

Por Medicina S/A

A manutenção constante da saúde neste momento de crise sanitária nunca foi tão importante e, para isso, a rotina de consultas e exames continua sendo fundamental. Mas apesar desta orientação da comunidade médica à população, as instituições vêm observando uma queda na procura por exames essenciais durante o isolamento social. É o que aponta levantamento realizado pela Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI) – gestora de serviços de diagnóstico por imagem da rede pública.

Ao longo da pandemia da Covid-19, exames como a Mamografia e Transvaginal, ambos considerados fundamentais para a saúde da mulher, tiveram uma queda brusca quando comparados ao mesmo período pré-pandêmico. Em abril de 2019, por exemplo, a FIDI realizou 17.533 mamografias e 7.437 exames transvaginais. No mesmo período, em 2020, a instituição registrou apenas 1.483 e 1.328 exames realizados nas respectivas categorias. Para o primeiro, houve uma queda de mais de 91% na procura, enquanto 82% para o segundo. Em 2021, houve um crescimento considerado ainda pequeno na realização de ambos os exames, de 7.678 e 4.306, respectivamente.

“A FIDI é maior prestadora de serviços de diagnóstico por imagem do SUS, realizando aproximadamente 5 milhões de exames por ano, mas desde o início da pandemia, viemos registrando grande queda na busca por exames essenciais, o que nos preocupa. Sabemos que o cenário da Covid-19 é delicado, porém a realização de exames como forma de prevenção deve ser encorajada”, pontua Luís Tibana, Superintendente Médico da fundação.

Exames de imagem são fortes aliados no diagnóstico de doenças graves

Por Revista Saúde Coletiva

Tomografia computadorizada é um dos métodos de imagem mais modernos, atualmente muito utilizada na avaliação da gravidade do acometimento pulmonar, proporcionado pela contaminação da Covid-19

A eficácia no tratamento médico de muitas doenças depende várias vezes da agilidade com que ele se inicia. Para isso, o diagnóstico precoce e preciso é fundamental, e a tecnologia aplicada à saúde vem sendo uma grande aliada, ao demonstrar diversos avanços nos últimos anos. É cada vez mais comum que hospitais, clínicas médicas e consultórios apostem no uso de recursos tecnológicos para otimizar o seu dia a dia de trabalho, como é o caso da Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI) – gestora de serviços de diagnóstico por imagem da rede pública -, que vem investindo em equipamentos avançados, no intuito de auxiliar no diagnóstico de doenças graves, mas muitas vezes silenciosas.

Presente nos estados de São Paulo e Goiás, a FIDI realiza aproximadamente 5 milhões de exames por ano, entre ressonância magnética, tomografia computadorizada, ultrassonografia, mamografia, raios-X, densitometria óssea e outros exames indispensáveis para a evolução da saúde moderna. De acordo com Helio Ajzen, superintendente de infraestrutura da FIDI, “a disponibilização desses exames, principalmente na rede pública, traz inovação e eficiência para a saúde dos brasileiros. Porém, é sempre válido destacarmos a importância de a população não postergar seus check-ups anuais, mesmo em meio a pandemia da Covid-19, no intuito de certificar que qualquer diagnóstico aconteça precocemente, garantindo maior chance de cura e qualidade de vida a esse paciente.”

Com isso em mente, a FIDI selecionou os principais e mais modernos exames realizados em suas 74 unidades, e algumas das doenças que ajudam a diagnosticar. Confira!

Ressonância Magnética

A Ressonância Magnética (RM) utiliza pulsos de radiofrequência para estimular átomos de hidrogênio e, através do retorno do sinal, formam-se imagens da anatomia normal e de patologia dos diversos órgãos e sistemas. Diferente da tomografia computadorizada, dos raios-X, da angiografia, da mamografia e da densitometria óssea, a ressonância magnética não utiliza radiação ionizante.

Esta é uma das ferramentas de maior valor agregado e permite o diagnóstico de doenças do cérebro, medula espinhal, coração, fígado, rins, bexiga, ovários, próstata, pâncreas e de todo sistema musculoesquelético. Exemplos de suas aplicabilidades incluem o diagnóstico e o estadiamento de doenças como: AVC (acidente vascular cerebral), esclerose múltipla, lesão de ligamento cruzado anterior no joelho, hérnia de disco, entre outros.

Tomografia Computadorizada (TC)

A Tomografia Computadorizada (TC) é um método de diagnóstico por imagem que se baseia na diferença de atenuação dos raios-X entre os órgãos e patologias. É muito utilizado nas diferentes áreas da medicina, tanto em regime ambulatorial quanto nosocomial e ganha ainda mais relevância na urgência e emergência, devido a rápida aquisição de suas imagens.

Atualmente, trata-se de um dos principais exames para investigar acidentes vasculares cerebrais (AVC), nódulos, tumores e vasos pulmonares e cerebrais, também muito utilizado para avaliar a gravidade do acometimento pulmonar, proporcionado pela Covid-19.

Mamografia

A mamografia é essencialmente um exame de rastreio por imagem que tem como objetivo maior o diagnóstico precoce do câncer de mama. Destacam-se como principais padrões de alterações os nódulos, as microcalcificações e as assimetrias focais. Todo exame deve ser classificado na escala de Bi-Rads como B0, B1, B2, B3, B4, B5 ou B6, que gradua o risco de os achados de imagem representarem um câncer de mama.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer, estima-se que ao longo do triênio de 2020-2022 sejam diagnosticados 66.280 novos casos da doença, o que representa uma taxa de incidência de 61,61 por 100.000 mulheres. Vale ressaltar que, geralmente, o câncer de mama não dói e nem é palpável, sendo a mamografia a principal ferramenta no rastreio da doença. O exame é recomendado para todas as mulheres acima dos 50 anos de idade. Porém, isso pode variar de mulher para mulher, uma vez que, se houver histórico familiar, o procedimento deverá ser feito a partir dos 40 anos, sempre com a orientação médica.

Densitometria Óssea

Desenvolvida principalmente para medir a densidade mineral óssea, a Densitometria Óssea aponta possível perda de cálcio, além de avaliar risco de fraturas e detectar perda de massa óssea. Além disso, esse exame é muito utilizado para estabelecer o diagnóstico de osteoporose.

De acordo com valores de tabelas de referência, considerando gênero e idade, o exame mostra se o paciente está com osteoporose, doença silenciosa e assintomática, que acomete principalmente a população mais idosa e é responsável por mais de 9 milhões de fraturas por ano no país, cuja incidência já é de uma a cada três segundos, de acordo com dados da International Osteoporosis Foundation (IOF) .

Hemodinâmica

A Hemodinâmica é um exame diferenciado pois permite reduzir o número de cirurgias cardíacas abertas, que normalmente têm uma recuperação mais lenta e são muito mais invasivas para o paciente. O cateterismo cardíaco (hemodinâmica) é um procedimento que identifica e trata as obstruções nas artérias do coração por meio da introdução de um cateter (um tubo comprido, fino e flexível) em uma artéria. Suas principais indicações são os casos de angina (dores no peito que antecedem um infarto) ou infarto do miocárdio.

Biópsias guiadas por Ultrassonografia ou Tomografia Computadorizada

Os exames de Biópsias e Punções Guiadas por Ultrassonografia e por Tomografia Computadorizada tem por objetivo colher material de uma lesão ou de um órgão do corpo sob anestesia local para ser avaliado por um patologista. A biópsia é normalmente indicada tanto em enfermidades simples, como as verrugas, quanto nas mais graves, como o câncer. Em lesões suspeitas, ajuda a estabelecer o grau histológico de neoplasia e determinada natureza, taxa de crescimento e agressividade do tumor, ajudando a elaborar o plano de tratamento.

Além disso, o exame pode ajudar até mesmo na identificação de doenças infecciosas, determinando o agente causal. Em doenças autoimunes, pode ser feita a confirmação de alterações em órgãos ou tecidos.

Ultrassonografia

A Ultrassonografia é um método diagnóstico muito habitual, uma vez que utiliza-se o eco gerado através de ondas ultrassônicas para visualizar as estruturas internas do organismo. O ultrassom não emite radiação e, por isso, é o exame mais recomendável para gestantes e crianças. Ele também não possui efeitos colaterais e permite diagnóstico instantâneo.

Além disso, o exame ajuda a diagnosticar, principalmente, tumores, processos inflamatórios e infecciosos, formações de cálculos nos rins ou na vesícula e o estreitamento de vasos que podem comprometer o fluxo sanguíneo de órgãos vitais. A ultrassonografia é usada, ainda, para investigar o útero e os ovários, as mamas, próstata, tireoide, abdômen e partes moles da estrutura humana como músculos, gordura, tendões, ligamentos, vasos sanguíneos, nervos periféricos e outros tecidos.

Raios-X

A radiografia, apelidada de Raio-X, é um exame de imagem não invasivo muito popular, pois ajuda no diagnóstico de fraturas e doenças com o uso de radiação, o qual atravessa órgãos e tecidos e cria imagens da região de interesse. A realização da radiografia é primordial para diagnosticar doenças em tecidos moles, como no aparelho digestivo e nos pulmões, tal qual a pneumonia o derrame pleural (acúmulo de líquido entre os tecidos que revestem os pulmões e o tórax).

Em pessoas que têm alguma dessas duas doenças, por exemplo, seus pulmões aparecem com manchas esbranquiçadas nos raios-x. Dessa forma, os radiologistas conseguem analisar as características da imagem e fazer diagnósticos, além de solicitar exames complementares para prosseguir em uma investigação mais profunda.

Ecocardiograma

Pouco invasivo e indolor, o ecocardiograma abrange os métodos de diagnóstico da estrutura e o funcional do coração com o uso do ultrassom. O exame é um dos que mais oferece informações para o diagnóstico e acompanhamento das diversas doenças cardíacas, como insuficiência cardíaca (coração grande e fraco), sopro anormal, sequelas de infarto, e anomalias congênitas por exemplo. Ele é solicitado, ainda, para avaliar sintomas como falta de ar, palpitações, cansaço, inchaço e aumento da pressão arterial. Vale destacar que há algumas variedades do Ecocardiograma que se adequam aos sintomas do paciente.

Hemodinâmica: tecnologia diagnóstica e trata doenças cardíacas

Por Revista Visão Hospitalar

Exame de alta precisão é grande aliado da cardiologia e permite recuperação rápida

As doenças cardiovasculares, caracterizadas por problemas do coração e da circulação, representam a principal causa de mortes no Brasil. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, estima-se que, até o final do ano de 2021, cerca de 400 mil cidadãos morrerão por doenças do coração. Muitas delas poderiam ter sido evitadas pelo diagnóstico precoce, tratamento adequado e, principalmente, cuidados preventivos. Felizmente, graças ao avanço da medicina, aparelhos de alta precisão são os grandes aliados de uma equipe médica capacitada, visando a saúde do paciente.

Na Hemodinâmica, por exemplo, o cateterismo cardíaco é um procedimento que identifica as obstruções nas artérias do coração e verifica as alterações no funcionamento das válvulas e do músculo cardíaco. Quando a técnica surgiu, o exame era utilizado apenas como um método de diagnóstico, mas atualmente a realização deste exame pode solucionar diversos problemas cardiovasculares congênitos ou adquiridos. Segundo Nádia de Mendonça Carnieto, coordenadora médica de Hemodinâmica Cardíaca da Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), “o cateterismo cardíaco é indicado principalmente para pessoas com casos de angina (dores no peito) ou diagnóstico de infarto, e tem como objetivo identificar placas de gordura existentes nas artérias do coração.”

Mais precisão e menos invasão

Um serviço como a Hemodinâmica permite reduzir o número de cirurgias cardíacas abertas, que normalmente têm uma recuperação mais lenta e são muito mais invasivas para o paciente. O exame de cateterismo cardíaco geralmente é realizado com o paciente acordado, com anestesia local, através de um angiógrafo de alta tecnologia, que possibilita a inserção de cateteres por meio da punção de vasos sanguíneos na virilha, punho ou antebraço até chegar ao coração, onde visualizam-se as artérias coronárias.

Para a visualização das artérias do coração, são feitas injeções de contraste iodado. “É essencial que os avanços da máquina e do conhecimento médico andem juntos, proporcionando maior sucesso nos procedimentos e, consequentemente, menos complicações”, confirma Dra. Nádia.

Apesar de ser uma técnica bastante rápida e efetiva, por se tratar de um procedimento invasivo, há recomendações para o paciente no pós-exame, que exigem repouso relativo, normalmente de três horas, e cuidados na via de acesso, segundo a médica. O tratamento, conhecido como angioplastia coronária, trata-se da colocação de um stent nas placas de gordura existentes nas artérias do coração, com o objetivo de desobstruir e reestabelecer o fluxo sanguíneo. “Caso o exame de cateterismo cardíaco aponte que o paciente precisa passar pela angioplastia, o procedimento é realizado de forma segura e eficaz, normalmente proporcionando alta em até 24h.”

Ainda segundo Dra. Nádia, o avanço da medicina permite o acesso a tratamentos modernos e menos invasivos, mas apesar disso, é essencial que a população não deixe de fazer check-ups anuais com o médico cardiologista de confiança, com o intuito de prevenir ou detectar qualquer problema ainda em estágio inicial.

Fidi retorna para a sociedade R$ 7,16 para cada real investido

Por Medicina S/A

A Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (Fidi) – gestora de serviços de diagnóstico por imagem da rede pública – retornou R$7,16 para cada um real investido em 2019. O levantamento realizado pela DOM Strategy Partners, consultoria 100% nacional com foco em estratégia corporativa e gestão de valor, apontou retorno superior a R$730 milhões em serviços de saúde para a sociedade, com base no investimento de R$102,2 milhões feito em 2019.

A análise tem o objetivo de demonstrar o retorno que a Fidi gera para a sociedade frente à aplicação de verba realizada. O relatório considera a avaliação de 20 temas estratégicos para a Fundação, tais como aspectos quantitativos e qualitativos (tangíveis e intangíveis) que protegem e geram valor (riscos e oportunidades) para os resultados e reputação da Fundação. Esses ativos são entregues aos públicos com os quais a Fidi se relaciona, como pacientes, médicos, colaboradores, fornecedores, clientes, pesquisadores e, também, à sociedade, por meio de sua prestação de serviços e atividades fim.

Para Marcelo Cunha, CEO da Fidi, o retorno do investimento é fruto de uma soma de ativos que colocam a Fundação como uma das principais Organizações Sociais de Saúde do País. “Conseguimos unir atendimento humanizado, comprometimento com o paciente, tecnologia de ponta, além de eficiência na gestão de recursos”, comemora.

A metodologia de análise de considera a consolidação dos indicadores e índices de valor de cada tema avaliado e a aplicação do modelo de valoração do retorno do investimento.